Carne vai ficar mais cara para os brasileiros com tarifaço de Trump? Pesquisador responde
Assim como o café, a carne bovina não escapou da tarifa 50% dos Estados Unidos

A carne bovina está entre os alimentos que sofrerão a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Assim como o café não escapou da taxação como o suco de laranja. A medida entra em vigor no dia 6 de agosto.
Além de preocupar o setor que estima um prejuízo bilionário ao longo do ano, os brasileiros (consumidores internos) também temem mudanças para o bolso.
Antes da confirmação da tarifa de 50% nesta quarta-feira (30) por ordem executiva, o cenário "pré-tarifa" vinha com preços mais baixos devido a "maior oferta de gado em julho; escala mais longa de abate da indústria; mais gado de confinamento entrando e um consumo interno mais frio nas férias escolares que pressionava os preços da carne no atacado, que invariavelmente chegaria ao consumidor", afirma o pesquisador Thiago Bernardino, responsável pela área de pecuária no Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o pesquisador, o anúncio oficial da tarifa traz um cenário de volatilidade para o mercado interno. A curto prazo, esse processo de empresas que exportavam para os Estados Unidos que precisam realocar carne no mercado doméstico, no mercado brasileiro ou buscar alternativas de exportação para outros países, pode chegar instantaneamente para o consumidor brasileiro, o que explicaria uma possível queda de preço.
No entanto, Bernardino pontua que mercado reagiu nos últimos dias em razão da proximidade do Dia dos Pais, dia 10 de agosto.
Segundo Bernardino, desde a oficialização da taxa nesta quarta (30) o preço já reagiu na indústria nesta quinta (31).
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



