Cancro e Greening: produtores de citros de SP têm até 15 de janeiro para enviar relatório

Documento é obrigatório e deve ser enviado pelo sistema Gedave

Eliminação de plantas sintomáticas é obrigatória em pomares com idade até oito anos

Os produtores de citros do estado de São Paulo têm até o dia 15 de janeiro para entregar o relatório Cancro/HLB (Greening). O documento precisa ser enviado através do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e deve conter o resultado das vistorias trimestrais para Cancro Cítrico e Greening realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025 em todas as plantas cítricas da propriedade.

“As informações contidas no relatório são necessárias para orientar as ações de Defesa Agropecuária e balizar as políticas públicas do Estado, sempre pensando em garantir a sustentabilidade sanitária do agronegócio paulista”, explicou a engenheira agrônoma Veridiana Zocoler, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros.

A Portaria MAPA nº 1.326, de 04 de julho de 2025, instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e as medidas de prevenção e controle da doença. No estado de São Paulo, a eliminação de plantas sintomáticas é obrigatória em pomares com idade até oito anos e o monitoramento e controle do Psilídeo em todos os pomares, independente da idade. A entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores independente da idade das plantas e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções.

Cancro cítrico e HLB (Greening)

O Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.

Seu monitoramento possibilita a adoção de medidas fitossanitárias com o objetivo de reduzir o potencial de inóculo da praga e manter um nível apropriado de proteção contra a doença, viabilizando a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

Já o Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo Psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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