Após casos de metanol, cresce busca por regularização da cachaça em MG
Apesar do ministério recomendar evitar o consumo de destilados, a cachaça não registrou casos de intoxicação com metanol

Os recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas falsificadas — vendidas em garrafas de vodca e gim — acenderam um alerta em todo o setor de destilados. Em Minas Gerais, o episódio tem levado produtores de cachaça artesanal a buscar com mais urgência a regularização de suas atividades.
No canal Itatiaia Agro no Youtube, o coordenador estadual de Cana e Cachaça da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais ( Emater-MG), Lucas Carneiro, e o presidente do Instituto da Cachaça de Alambique ( ICAL), Thales de Paiva Martins, conversaram sobre como o setor vem atravessando o momento de incerteza gerado pela crise.
Segundo eles, o episódio envolvendo o metanol — substância altamente tóxica e não utilizada na produção de bebidas legalizadas — tem servido de alerta para a importância da produção formal, com controle de qualidade e rastreabilidade.
“Com todo esse evento envolvendo o metanol, todas as bebidas — principalmente as destiladas — foram colocadas em evidência. Ainda não aconteceu nenhum caso envolvendo a cachaça de alambique, mas o episódio despertou nos produtores que estão informais ou na informalidade o interesse em buscar os caminhos para a regularização”, afirmou Lucas Carneiro, da Emater-MG.
Os produtores interessados em se regularizar podem procurar uma unidade regional da Emater-MG, além da Secretaria de Estado de Agricultura, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais ( Epamig) e do Instituto Mineiro de Agropecuária ( IMA) , para obter as primeiras orientações sobre o processo.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



