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Além da cachaça: queijo 'Super Ouro' da ExpoQueijo ganha destaque na Expocachaça

Produzido na Serra da Mantiqueira, o queijo 'Maranata Ouro' superou concorrentes internacionais e alavanca o turismo gastronômico em Minas

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Além da cachaça: queijo 'Super Ouro' da ExpoQueijo ganha destaque na Expocachaça
Henrique Lamim, sua esposa, Paula e do filho do casal, o pequeno Henrique. • Giullia Gurgel/ Itatiaia

A 35ª edição da Expocachaça, realizada entre os dias 6 e 8 de agosto no CenterMinas Expo, na capital mineira, reuniu não apenas as melhores rotulagens do destilado nacional, mas também destaques da gastronomia artesanal do estado. Entre as atrações que atraíram a atenção dos visitantes esteve o Maranata Ouro, queijo premiado com o troféu Super Ouro na ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards.

Produzido pelo Rancho Maranata, no município de Virgínia, no Sul de Minas Gerais, o queijo conquistou o prêmio em junho, consolidando o bicampeonato do Brasil na competição internacional. A iguaria da Região da Mantiqueira de Minas superou cerca de mil amostras vindas de 19 países das Américas e da Europa, incluindo tradicionais produtores italianos de queijos de massa cozida.

A celebração e a exposição do produto na feira foram lideradas pelo produtor e proprietário do Rancho Maranata, Henrique Lamim, acompanhado de sua esposa, Paula e do filho do casal, o pequeno Henrique.

Queijo Maranata Ouro • Giullia Gurgel/ Itatiaia
Queijo Maranata Ouro • Giullia Gurgel/ Itatiaia

Vitória sobre gigantes internacionais e impulso no mercado

O reconhecimento do Maranata Ouro tem sabor especial para a família. Produzido com massa cozida na região de altitude da Serra da Mantiqueira, o queijo passa por diferentes etapas de maturação: 30 dias, 60 dias e a versão consagrada de 9 meses, que garantiu o prêmio máximo.

"Para a gente foi muito importante, uma emoção que a gente não conhecia ainda. São seis anos participando da ExpoQueijo, um concurso muito difícil, e para nós foi um divisor de águas. Já tem 40 dias do concurso, a queijaria está bombando, com muita visitação e muitos clientes novos. Por onde a gente passa, o pessoal já reconhece o queijo como Super Ouro", destacou Henrique.

O produtor relembrou ainda o peso cultural e técnico da conquista sobre marcas consagradas mundialmente. "A gente está na região da Mantiqueira e o nome da denominação é Mantiqueira de Minas. Por muito tempo o chamamos de parmesão pela influência italiana na receita. Por isso, nesse concurso, foi muito marcante ganhar dos italianos, já que queijos como o Grana Padano e o Parmigiano Reggiano estavam participando", explicou o produtor.

Valorização do turismo de experiência na Mantiqueira

Além do impacto direto nas vendas, a conquista do prêmio internacional transformou a propriedade em Virgínia em um polo de turismo gastronômico e de experiência rural no Sul do estado. Segundo Henrique, o interesse dos consumidores em conhecer a origem do produto premiado impulsionou o fluxo de visitantes na fazenda.

"O turismo entrega um valor agregado muito bom para a queijaria. Aumentamos muito o turismo lá; tem gente querendo fazer a vivência, passar o dia com a gente e ver como é o cuidado com as vacas, a produção e toda a dedicação para fazer um Super Ouro. Eles querem vivenciar isso", afirmou.

"E para a gente é muito gratificante receber esse pessoal na nossa casa. É um lugar pequeno na Serra da Mantiqueira e vem gente do Brasil inteiro querendo conhecer o nosso queijo", completou Henrique.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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