Agro lidera: exportações somam 43% em março, mantendo-se à frente da mineração em MG
Resultado do primeiro bimestre de 2025 é o melhor período da série histórica, mantendo o setor à frente das exportações do estado

O agro segue liderando as exportações de Minas Gerais, à frente da mineração, conforme os resultados divulgados em março. No primeiro bimestre de 2025, o setor representou 43% do total das exportações do estado - um recorde de melhor bimestre da série histórica.
Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) foram US$ 2,6 bilhões em receita, com um volume exportado de 1,4 milhão de toneladas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 18% na receita, com 24% de retração no volume.
'O cenário nos próximos meses vai depender da dinâmica de preços das commodities e da demanda especialmente da China e dos Estados Unidos, mas o fato de novamente superarmos a mineração mostra que esse é um caminho que só tende a crescer'
Destaques
O carro-chefe das exportações mineiras segue sendo o café☕. O 'queridinho' dos mineiros gerou US$ 1,8 bilhão em receita com a venda de 5 milhões de sacas. Os valores representam um crescimento de 56% no valor e uma leve queda de 6% no volume em relação ao ano anterior. A commodity respondeu por 70% da receita total do agronegócio do estado, reforçando o papel central de Minas Gerais como maior produtor e exportador de café do Brasil.
As principais carnes exportadas por Minas também mostraram um avanço significativo, com alta de 20% na receita (US$ 247 milhões) e aumento de 13% no volume enviado. A carne bovina segue como a mais comercializada, com US$ 171 milhões em receita e 36 mil toneladas embarcadas para, principalmente, China, EUA, Chile, Argélia e Rússia - juntos, esses países responderam por 83% das compras, registrando crescimento.
Queda
Por outro lado, houve variações negativas em alguns produtos, causadas pelo clima e por contextos de mercado. O complexo sucroalcooleiro (açúcares e álcool), por exemplo, registrou quedas expressivas de 54% na receita (US$ 176 milhões) e 50% no volume (379 mil toneladas). Esses resultados vieram da menor disponibilidade de cana-de-açúcar para moagem, fruto de uma entressafra prolongada e da concorrência da matéria-prima para a produção de etanol, diante da alta dos combustíveis. Além disso, desafios logísticos e oscilação na demanda externa também influenciaram na retração do setor.
O complexo soja - grãos, farelo de soja e óleo de soja - também caiu. A receita de US$ 84 milhões e o embarque de 199 mil toneladas representaram uma queda de 55% no valor e 48% no volume exportado. A variação é consequência de adversidades climáticas, como a estiagem prolongada em importantes regiões produtoras de Minas Gerais, que reduziram a produtividade.
*Com informações da Seapa
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



