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Mineiros batem recorde com a conquista de 200 medalhas no 3º Mundial de Queijos, em São Paulo

Concurso teve 1900 inscritos de 14 países. Ao todo, 600 medalhas foram distribuídas nas categorias Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze. Quatro mineiros ficaram entre os 15 finalistas

Fazer queijo tá no DNA do mineiro, faz parte da nossa cultura alimentar. E a maior prova disso foi o resultado do 3º Mundial dos Queijos realizado em São Paulo, de 14 a 16 de abril.
Das 600 medalhas distribuídas, os mineiros conquistaram nada menos que 200, sendo 24 Super Ouro, 52 Ouro, 61 Prata e 63 Bronze, o que significa 33% do total. Ao todo, o concurso teve 1900 inscrições com representantes de 14 países. Na última edição do evento, em 2022, o Brasil havia conquistado oito medalhas entre os 15 finalistas.

Entre os 15 queijos Super Ouro que estiveram na mesa dos jurados supremos para concorrerem ao título de Melhor Queijo do Brasil, quatro eram mineiros, sendo dois de um mesmo produtor, Edson Cardoso, do Capril das Vertentes, de Barbacena; o Queijo Irmãos Faria, de São Roque de Minas, na Serra da Canastra e o queijo Rouelle, da D’Chevre, do produtor Alisson Hauck, de Itaverava, no Campo das Vertentes.

Queijos de leite de cabra deram show à parte

Edson, que trabalha apenas com queijos feitos com leite de cabra, ganhou ao todo 5 medalhas, sendo duas Super Ouro com os queijos Ancestral das Vertentes e Névoa das Vertentes Premium; duas Ouro com o Doce de leite Bé e o Cheesecake do Rancho das Vertentes e uma de Bronze com o queijo Névoa Valençuai Blend.

À Itatiaia, ele contou que esperava ‘alguma premiação’ - até porque sua marca tem uma extensa lista de premiações - mas ter dois queijos entre os finalistas, de fato, o pegou de surpresa. “Essa conquista me deixou muito feliz e motivado”, disse.

Sua história com os queijos de cabra começou há dez anos quando ele, engenheiro da computação, largou o emprego numa multinacional, no Rio, para se refugiar na zona rural da cidade de Barbacena - terra da esposa Sandra, no Campo das Vertentes. “Sempre gostei do agro e queria me dedicar à alguma atividade rural”, conta.

A opção pela criação de caprinos, considerados pequenos ruminantes, veio porque a propriedade da família de sua mulher não era grande e não havia muita disponibilidade de espaço. Nos primeiros anos, eles apenas vendiam o leite a um laticínio. Mas houve uma crise no mercado e as vendas do produto se retraíram. O jeito foi se capacitar para fazer queijos, iogurtes, cream cheeses e outros derivados do leite de cabra, agregando valor ao produto e oferecendo diversidade aos consumidores.

Edson conta que levava os produtos para ex-colegas da empresa onde trabalhou, experimentarem. Alguns deles eram europeus, adoravam os produtos e sugeriam outros, como queijo feito com leite cru.

Assim, em 2019, Edson conquistou a 1ª medalha brasileira para um queijo de leite de cabra num concurso internacional, o Mondial du Fromage, na França, com o queijo Névoa Valençuai, com mofo branco. A partir daí, ele fez cursos com Hervé Mons, famoso maturador francês e com outros com professores europeus que passaram pelo Brasil, adquirindo ainda mais confiança e assertividade no fazer e na avaliação dos produtos.

“Desde o começo me dediquei muito e pensei que, se não fosse para me tornar uma referência, não teria nem começado”.

Ele acredita que, hoje, esteja colhendo os frutos de muito estudo, dedicação, investimento e inovação. “Sempre mirei um padrão de excelência”, disse, agradecendo a parceria dos sócios Ugo Salema de Medeiros e Joana Helena Salema de Medeiros.

Para conhecer toda a linha de produtos do Capril das Vertentes, acesse: www.ranchodasvertentes.com.br

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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais ‘Hoje em Dia’ e ‘O Tempo’ e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.



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