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Veja quais foram os queijos mineiros que Lula deu ao presidente francês Emmanuel Macron

Cesta com produtos incluiu quatro iguarias mineiras, uma paulista e uma paraense, além de um café e um espumante da Serra Gaúcha

Na semana passada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis presentear o presidente francês Emmanuel Macron que visitava o país, com uma cesta de produtos brasileiros, com destaque para os queijos nacionais.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a expectativa do Itamaraty era reunir apenas queijos mineiros na caixa, mas a queijista Rosanna Tarcitano, acionada pelo Ministério das Relações Exteriores para viabilizar a encomenda, foi contra. “Sugeri uma diversidade maior de sabores, porque várias regiões do Brasil têm queijos maravilhosos e premiados”, disse ela ao jornal.

Da lista inicial, com dez queijos, ficaram de fora os produtos que demandavam refrigeração - afinal não dava pra saber como o presente chegaria às mãos de Macron, e se o presidente francês provaria os queijos aqui mesmo ou se os levaria para casa.

Outro pedido do Itamaraty ajudou a reduzir ainda mais a lista: os queijos deveriam ter conquistado medalhas no Le Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, também conhecido como Mundial de Tours, uma das mais importantes competições internacionais, realizada na França.

O resultado foi uma seleção premiadíssima de queijos, além de um pacote de premiado café e o espumante 130 Brut Blanc de Blanc, produzido com uvas Chardonnay de safras especiais da Casa Valduga, na serra gaúcha.

Confira:

Cuesta

Elaborado pela queijaria paulista Pardinho Artesanal em antigos tachos de cobre e tendo como ingrediente principal leite cru. O tempo de maturação é de oito meses em caves subterrâneas. A casca incorpora fungos que conferem coloração acinzentada e notas amendoadas.
Prêmios – medalha de prata no Mondial du Fromage e no Prêmio Queijo Brasil de 2023.

Goa Moderado

Feito em Aiuruoca, sul de Minas pelo médico Guilherme Maciel. O leite é cru, mas a massa é semicozida e passa por salmoura, processo similar ao do parmesão italiano. A cura dura 120 dias. Visitantes podem conhecer a Fazenda da Lage, acompanhar a produção e participar de degustações (R$ 50 por pessoa, agendamento pelo Instagram @produtosgoa).Prêmios – medalha de ouro no Mundial du Fromage 2023

Lua Cheia

Airton Gianesi, proprietário do laticínio Serra das Antas, de Bueno Brandão (MG), se inspirou no Camembert para elaborar a receita à base de leite cru de vaca e creme de leite, mas adiciona carvão vegetal à casca. O queijo matura três semanas em câmara fria. Aos sábados, o laticínio recebe visitantes para almoço no restaurante Bissurdô. Prêmios – medalha de bronze no World Cheese Awards 2023/2024

Maranata Bronze

O casal Henrique e Paula Laim, de Virgínia, também no sul de Minas, produz o queijo Mantiqueira de Minas à base de leite cru vacas do próprio rebanho, como é próprio dos Queijos Minas Artesanais - o Bronze matura por cem dias. O Rancho Maranata recebe visitas e organiza programas de vivências, com hospedagem. Prêmios – medalha de prata no Prêmio Queijo Brasil 2023

Queijo do Marajó Fazenda São Victor

Em Salvaterra, Arquipélago do Marajó (PA), Cecilia e Marcus Pinheiro produzem o queijo creme tradicional da ilha, à base de leite cru e creme de leite de búfala, saber que herdaram de seus antepassados. Cremoso, de sabor amanteigado, esses queijos obtiveram o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) em 2021.Prêmios – medalha de ouro no Prêmio Queijo Brasil 2023

Serjão Canastra 20 Dias

Em Piumhi (MG), no coração da Serra da Canastra, Sérgio de Paula Alves produz seus queijos à base de leite cru de vaca. O mofo branco que surge na casca ao longo de 20 dias, é um dos diferenciais de seu sabor. Prêmios – medalha de prata no Le Mondial du Fromage

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