Greve geral na Argentina: o que o passageiro pode exigir das companhias

Paralisação nacional impacta aeroportos e provoca cancelamentos e atrasos; veja quais são os direitos garantidos em casos de problemas com o embarque

Greve geral na Argentina causa cancelamentos de voos no Brasil

A greve geral convocada na Argentina tem provocado impactos no transporte aéreo, com voos cancelados e atrasados em aeroportos como o Aeroparque Jorge Newbery e o Aeroporto Internacional de Ezeiza. Passageiros que têm viagens marcadas para o país, ou conexões que passam por lá, devem ficar atentos aos seus direitos.

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Em caso de voo cancelado

Quando o voo é cancelado por causa da greve, a companhia aérea deve oferecer ao passageiro três opções:

  • Reacomodação em outro voo, da própria empresa ou de outra companhia, sem custo adicional;
  • Remarcação da passagem para data futura;
  • Reembolso integral, incluindo taxas.

Se o passageiro já estiver no aeroporto, também tem direito à assistência material, que varia conforme o tempo de espera.

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Em caso de atraso

Para atrasos, as regras de assistência costumam seguir parâmetros semelhantes aos adotados no Brasil e em outros países:

  • A partir de 1 hora: direito a meios de comunicação (internet ou telefone);
  • A partir de 2 horas: alimentação (voucher, refeição ou lanche);
  • A partir de 4 horas: hospedagem (se houver necessidade de pernoite) e transporte de ida e volta.

Se o atraso for superior a quatro horas, o passageiro também pode optar pelo reembolso ou reacomodação.

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Greve é considerada situação extraordinária?

Paralisações gerais costumam ser classificadas como circunstâncias extraordinárias, o que pode isentar a companhia aérea do pagamento de indenização por danos morais ou materiais automáticos. No entanto, isso não elimina a obrigação de prestar assistência e oferecer alternativas de transporte ou devolução do valor pago.

O que fazer

  • Verifique o status do voo antes de sair para o aeroporto;
  • Guarde comprovantes de gastos extras;
  • Registre protocolos de atendimento com a companhia aérea;
  • Caso o problema não seja resolvido, é possível recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou à Justiça.

A recomendação é acompanhar os comunicados oficiais das companhias e dos aeroportos argentinos enquanto durar a paralisação.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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