Uma das viagens aéreas mais longas em operação regular começou a ser feita no fim de 2025, ligando a Argentina à China em um trajeto que pode chegar a quase 30 horas de duração. A rota é operada pela China Eastern Airlines e conecta Buenos Aires a Xangai, atravessando o Oceano Pacífico.
A distância entre as duas cidades é de aproximadamente 20 mil quilômetros. No sentido Xangai–Buenos Aires, o tempo estimado de voo é de cerca de 25 horas e meia. Já no retorno, de Buenos Aires para a China, a duração pode alcançar até 29 horas, dependendo das condições de vento e rota aérea.
Apesar de ser considerada uma ligação direta, o voo inclui uma parada técnica programada de cerca de duas horas em Auckland, na Nova Zelândia. Nesse intervalo, não há troca de aeronave nem necessidade de conexão por parte dos passageiros. A pausa serve para reabastecimento e ajustes operacionais antes da continuidade da viagem.
Segundo a companhia, a rota marca a primeira ligação regular entre Xangai e uma grande metrópole da América do Sul. Até então, os deslocamentos entre as duas regiões exigiam ao menos uma conexão na Europa, na América do Norte ou no Oriente Médio, o que tornava a viagem ainda mais fragmentada.
Frequência e detalhes
O trajeto é operado com a aeronave Boeing 777-300ER, configurada com classes econômica e executiva. Atualmente, são duas frequências semanais em cada sentido. As decolagens de Xangai acontecem às segundas e quintas-feiras, enquanto os voos partindo de Buenos Aires ocorrem às terças e sextas, sempre no horário local da madrugada.
Além do transporte de passageiros, a nova ligação também tem papel estratégico no transporte de cargas, conectando Ásia, Oceania e América do Sul. No voo inaugural de retorno à China, por exemplo, foram levadas toneladas de produtos perecíveis, como cerejas argentinas e salmão chileno.
Qual é o voo mais extenso atualmente?
No cenário global da aviação, as rotas ultralongas seguem em disputa constante. Hoje, o voo sem escalas mais extenso em operação comercial é o da Singapore Airlines, entre Singapura e Nova York. Para os próximos anos, projetos como o da Qantas prometem ampliar ainda mais esses limites, com ligações diretas entre a Austrália e a Europa ou os Estados Unidos.