Três anos depois de transformar o Instituto Inhotim em uma instituição com caráter público por meio de uma doação histórica de terreno, galerias e parte significativa do acervo, o empresário e colecionador Bernardo Paz prepara um novo projeto cultural em Brumadinho, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2026, ano em que o próprio Inhotim completa vinte anos como museu de acesso público.
O empreendimento, que circula nos bastidores do setor artístico sob o nome provisório de “Museu das Árvores”, tem sido descrito por pessoas próximas como ambicioso e de grande dimensão, comparável à escala do complexo de arte e natureza que colocou Brumadinho no mapa cultural global. Embora a assessoria do colecionador não tenha comentado oficialmente, a movimentação do projeto ganhou atenção nas redes sociais de artistas ligados à cena contemporânea brasileira. Como publicações da artista Jane Koclarrocha.
Inocentado
O nome de Bernardo Paz também esteve envolvido em disputas judiciais relacionadas a questões fiscais e ao futuro do acervo do instituto. Em 2017, ele foi condenado por crime de money laundering (lavagem de dinheiro) em um processo que envolvia transferências de recursos relacionados ao Inhotim para cobrir despesas de suas empresas. Ele chegou a ser condenado a nove anos e três meses de reclusão, mas foi inocentado pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) de Brasília em 2020.
Em 2022, aos 73 anos, anunciou a doação de todo o patrimônio que está em Inhotim, o maior museu a céu aberto do Brasil.“Inhotim é minha vida, larguei tudo para tocar essa obra”, declarou, na época, ao Estadão.
Inhotim em evidência internacional
O Instituto Inhotim, criado por Paz e aberto ao público em 2006, ganhou ainda mais destaque internacional recentemente. O museu foi incluído na