Mesmo em meio ao conflito que já dura quase uma semana, Israel anunciou que começará a reabrir gradualmente seu espaço aéreo. A medida ocorre após dias de suspensão das operações aéreas devido à guerra envolvendo Israel, Irã e os Estados Unidos, iniciada no último sábado (28).
De acordo com as autoridades israelenses, o Aeroporto Internacional Ben Gurion, principal terminal do país, deverá retomar as atividades com apenas um voo por hora nas primeiras 24 horas após a reabertura. Caso a operação ocorra de forma segura, o número de pousos e decolagens será ampliado de forma progressiva.
Prioridade será repatriar cidadãos israelenses
Segundo a ministra dos Transportes de Israel, Miri Regev, o objetivo inicial da retomada das operações aéreas é permitir o retorno de cidadãos israelenses que ficaram no exterior durante o período em que o espaço aéreo permaneceu fechado.
Milhares de passageiros ficaram impossibilitados de viajar desde o início da guerra, após o fechamento total do espaço aéreo do país e o cancelamento de voos comerciais.
Autoridades informaram que o governo está trabalhando em conjunto com companhias aéreas e operadores aeroportuários para organizar voos de repatriação e reduzir o impacto para os passageiros afetados.
Espaço aéreo estava fechado desde o início do conflito
Mísseis foram avistados em diversas cidades de Israel nesta quinta (5)
O espaço aéreo israelense foi fechado no sábado (28), logo após o início da escalada militar entre Israel e Irã, o que provocou cancelamentos em massa de voos e alterações nas rotas aéreas da região.
A decisão de iniciar a reabertura gradual indica que o governo avalia uma redução do risco imediato para a aviação civil, embora a situação militar ainda permaneça instável.
Mesmo com a retomada parcial das operações, os confrontos continuam. Israel realizou ataques contra a capital iraniana, Teerã, na manhã desta quinta-feira (5), enquanto o país também foi alvo de um ataque do grupo libanês Hezbollah na quarta-feira (4).
Autoridades alertam que o funcionamento dos aeroportos ainda pode sofrer novas restrições ou mudanças, dependendo da evolução do conflito na região.