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Stephen Hawking, cientista: 'Pessoas calmas e quietas possuem as mentes mais fortes e agitadas'

Comportamento mais reservado pode indicar outro ritmo de pensamento, afirma a ciência

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Pessoas mais reservadas costumam ser mais reflexivas
Pessoas mais reservadas costumam ser mais reflexivas • Magnific

Costuma-se associar o silêncio à apatia ou pouca inteligência, de modo que as pessoas que têm uma tendência de falar mais são vistas como mais sábias e suas opiniões como artefatos preciosos.

Entretanto, a psicologia e a filosofia tem desvendado uma realidade diferente: pessoas mais quietas e retraídas não são menos inteligentes, mas sim organizam e processam informações de maneira menos visível.

O físico britânico Stephen Hawking já defendia essa ideia. Uma das citações mais famosas atribuídas ao cientista diz "São as pessoas quietas e serenas que têm as mentes mais eloquentes e poderosas".

A frase é um importante reforço para o entendimento acerca da diferença entre comportamento externo e atividade mental interna, em que o silêncio não significa ausência de opiniões, mas apenas outro ritmo de processamento.

Silêncio revela outro modo de pensamento, segundo a psicologia

Uma série de estudos e pesquisas na área da psicologia da personalidade discutem a relação entre introversão e atividade mental. Segundo especialistas da área, pessoas introvertidas costumam concentrar maior energia em suas vidas interiores, contando com uma riqueza de pensamentos, memórias e capacidade de analisar situações, enquanto lidam menos com as respostas externas.

Ou seja, elas dedicam mais tempo para observação do que para interação. Apesar de um exterior sereno, internamente há uma atividade constante de organização de ideias, conexões mentais e interpretações do mundo ao seu redor.

Isso pode ser visto na prática no cotidiano. Existem pessoas que imediatamente já afirmam suas opiniões sobre determinado assunto, enquanto outras preferem elaborar seus pensamentos antes de se posicionar. Esse comportamento pode levar a interpretação errônea de que um menor engajamento com a conversa, quando na realidade há apenas um outro tipo de processo mental, mais devagar e detalhado, acontecendo.

A filosofia também discute esse comportamento. Para pensadores contemporâneos, uma reflexão mais cuidadosa não costuma acompanhar o ritmo acelerado da rotina moderna. A enorme quantidade de estímulos, a superexposição à informações e a necessidade de velocidade de resposta afeta diretamente o tempo dedicado ao pensamento e à meditação.

"Pensar exige tempo, e tempo é escasso. E o pouco tempo que temos nos é roubado pelo que chamamos de indústria do entretenimento e pelas novas tecnologias. Pensar assim é muito difícil", afirma o filósofo Santiago Alba Rico.

Pessoas quietas necessitam de tempo e compreensão

O silêncio não deve ser sempre interpretado como desinteresse, ausência de pensamentos e engajamento ou como falta de habilidades de comunicação. Em diversos casos, ele apenas está relacionado a um estilo de pensamento e processamento de informações marcado pela interioridade, o qual exige maior tempo e concentração.

Isso permite maior entendimento acerca do comportamento de pessoas mais introvertidas. Suas contribuições para conversas e discussões, apesar de não aparecerem sempre como as mais comunicativas, podem ser construídas com mais profundidade ao longo do tempo.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.