Quem tem o maior arsenal de guerra: Israel ou Irã? Veja o que as inteligências artificiais responderam

As respostas de Gemini, do Google, e do ChatGPT, da OpenAI, são bem diferentes; veja

Imagens mostram projéteis caindo e sendo abatidos pelo sistema antimíssil

Israel lançou um “ataque preventivo” contra o Irã na madrugada desta sexta-feira (13, data local), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertar que Israel poderia atacar as instalações nucleares do Irã.

Depois disso, o Irã revidou e fez novos ataques a Israel. Imagens mostram projéteis caindo e sendo abatidos pelo sistema antimíssil. No entanto, é possível ver que alguns atravessam o escudo.

Além disso, cerca de 78 pessoas morreram e outras 329 ficaram feridas no Teerã. Entre as vítimas estão o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri, além de dois cientistas.

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Com o mundo todo em alerta, surge a dúvida: qual país tem o exército com maior poder bélico entre Israel e Irã? Questionamos os “chatbots” de inteligência artificial mais usados para saber a resposta. Veja a seguir?

O que disse o Chat GPT

“Israel possui um poder bélico superior ao do Irã, apesar de o Irã ter maior número de tropas e equipamentos. A superioridade de Israel se deve principalmente à sua tecnologia militar avançada, como o sistema de defesa aérea Iron Dome e aeronaves modernas como os caças F-35. Além disso, Israel tem uma estrutura de comando altamente eficaz e capacidades comprovadas de guerra cibernética e inteligência militar, além de ser amplamente considerado como detentor de armas nucleares.

O Irã, embora tenha mais soldados e arsenais em quantidade, sofre com limitações tecnológicas, sanções internacionais e uma força aérea envelhecida. Sua estratégia militar se apoia mais em táticas assimétricas, como o uso de grupos aliados na região (ex: Hezbollah). No ranking Global Firepower 2024, o Irã aparece na frente (14º lugar) em relação a Israel (17º), mas esse posicionamento não reflete a clara vantagem qualitativa e tecnológica de Israel em um confronto direto.”

O que diz o Gemini

“Em termos de poderio bélico, a comparação entre Israel e Irã revela pontos fortes distintos. O Irã se destaca pela sua vantagem numérica em termos de pessoal militar e equipamentos mais antigos, além de possuir um dos maiores e mais diversificados arsenais de mísseis balísticos no Oriente Médio. Sua influência também se estende através do apoio a grupos proxy na região, o que amplia sua capacidade de ação indireta. Além disso, o Irã tem investido significativamente na produção e exportação de drones de ataque.

Por outro lado, Israel detém uma clara superioridade tecnológica, especialmente em sua força aérea, que é equipada com jatos avançados como os F-35. O país também possui sistemas de defesa antimísseis altamente eficazes, como o Domo de Ferro, e o apoio estratégico dos Estados Unidos garante acesso contínuo a tecnologia militar de ponta. Israel é amplamente considerado uma potência nuclear, o que lhe confere um fator de dissuasão adicional, e suas forças são conhecidas pela experiência em combate. Apesar do maior volume de algumas categorias de equipamentos por parte do Irã, a qualidade e a modernidade do arsenal israelense, aliadas à sua capacidade nuclear e ao suporte americano, geralmente o colocam em uma posição de maior poder bélico global”.

O que diz o Deepseek

“Israel possui um poder militar superior ao do Irã em termos de tecnologia, capacitação nuclear e apoio internacional, principalmente dos EUA. Seu exército é altamente treinado, equipado com sistemas avançados como o Iron Dome e caças de última geração (F-35), além de deter capacidades nucleares não declaradas. Embora menor em número de tropas, Israel tem vantagem em guerras convencionais devido à sua eficiência operacional e superioridade aérea.

Já o Irã compensa com um exército mais numeroso, um vasto arsenal de mísseis balísticos e uma rede de influência regional por meio de grupos aliados, como o Hezbollah e milícias no Iraque e no Iêmen. Apesar das limitações tecnológicas e das sanções internacionais, sua estratégia baseia-se em ataques indiretos e guerra assimétrica, tornando-o uma ameaça significativa, ainda que menos capaz em confrontos diretos contra Israel”.

O que diz o Grok

“Israel possui um exército mais avançado tecnologicamente, com uma força aérea de elite (caças F-15, F-16 e F-35), sistemas de defesa como o Iron Dome e capacidades cibernéticas de ponta. Com cerca de 169.500 militares ativos, 465.000 reservistas e um orçamento militar de US$ 24,4 bilhões (2023), apoiado pelos EUA, Israel tem superioridade em combates convencionais e é presumido possuir um arsenal nuclear de 80-200 ogivas, o que lhe confere uma vantagem estratégica significativa.

O Irã, com 610.000 militares ativos e 350.000 reservistas, destaca-se pelo grande arsenal de mísseis balísticos (alcance de até 2.000 km) e drones de baixo custo, como o Shahed-136, mas sua força aérea é limitada por equipamentos obsoletos. Embora tenha um orçamento militar menor (US$ 10-15 bilhões) e enfrente sanções, o Irã compensa com táticas de guerra assimétrica e influência regional via proxies como o Hezbollah. Em um confronto direto, Israel leva vantagem, mas o Irã pode impor custos significativos em conflitos prolongados ou indiretos”.

Saiba quais são os 20 maiores exércitos do mundo

Anualmente, o Global Fire Power faz um ranking dos maiores exércitos do mundo. Nessa lista, Israel e Irã são, respectivamente, o 15º e o 16º país com maior poder bélico do mundo em 2025. A metodologia é baseada em dados referentes à capacidade potencial de cada nação para realizar guerras em terra, mar e ar, por meios convencionais.

Veja a lista

PosiçãoPaís
Estados Unidos
Rússia
China
Índia
Coreia do Sul
Reino Unido
Japão
França
Turquia
10ºItália
11ºBrasil
12ºPaquistão
13ºIndonésia
14ºAlemanha
15ºIsrael
16ºIrã
17ºEspanha
18ºAustrália
19ºEgito
20ºUcrânia
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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