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Máscaras de LED viram febre no skincare, mas será que realmente funcionam?

Fototerapia com luz vermelha, azul e infravermelha ganhou espaço nas rotinas de cuidados com a pele, mas os resultados dependem do aparelho, da frequência de uso e do problema tratado

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mascara de led
Aparelhos podem funcionar como complemento para outros tratamentos contra acne leve a moderado • Magnific

As máscaras faciais de LED ganharam espaço nas rotinas de cuidados com a pele e passaram a ser usadas em casa por pessoas que buscam melhorar a aparência do rosto. A promessa é utilizar diferentes frequências de luz para ajudar em problemas como acne, rugas, vermelhidão e manchas.

Apesar da popularidade, os efeitos desses aparelhos não são tão simples quanto algumas propagandas podem sugerir. Um estudos publicados no 'International Journal of Molecular Sciences' apontam resultados promissores para determinadas situações, mas também mostram que a eficácia varia de acordo com o tipo de luz, a potência do equipamento, o tempo de exposição e a frequência de utilização.

Como a fototerapia age sobre a pele

Quando a luz atinge a pele, parte dela é refletida, outra parcela se espalha pelo tecido e uma parte é absorvida. Nesse processo, entram em ação componentes como a melanina, relacionada à pigmentação, a hemoglobina e proteínas como o colágeno e a elastina.

As diferentes frequências de luz também não chegam necessariamente à mesma profundidade. As frequências mais curtas tendem a se espalhar antes, enquanto a luz vermelha e o infravermelho próximo podem alcançar regiões mais profundas do tecido.

Por isso, diferentes tipos de luz são estudados para finalidades distintas. A resposta, porém, não depende apenas da cor emitida pela máscara. A quantidade de energia, a potência da luz, o tempo de exposição e a condição que se pretende tratar também são importantes.

Luz vermelha e infravermelha estão entre as mais estudadas

A fotobiomodulação, nome dado ao uso terapêutico de determinados comprimentos de onda da luz, vem sendo estudada em dermatologia por sua possível relação com processos envolvendo o colágeno e a reparação dos tecidos.

A luz vermelha e o infravermelho próximo estão entre as frequências que mais despertam interesse nesse campo. Isso, no entanto, não significa que qualquer máscara disponível no mercado produza os mesmos resultados.

Uma revisão que analisou pesquisas realizadas entre 2000 e 2026 apontou que aparelhos domésticos normalmente trabalham com menor potência do que equipamentos profissionais. O estudo também destacou que ainda existe uma quantidade limitada de avaliações independentes sobre a eficácia desses dispositivos.

Luz azul pode ajudar em casos de acne

Entre as aplicações estudadas, a luz azul apresenta uma das bases de evidências mais consistentes, especialmente em relação ao acne leve e moderado.

A explicação está na interação da luz com substâncias produzidas pela bactéria Cutibacterium acnes, associada ao desenvolvimento do acne. Quando essas substâncias absorvem a luz azul, podem ocorrer reações que danificam a bactéria.

Um metanálise publicada em 2025 na revista JAMA Dermatology analisou seis ensaios clínicos randomizados, com 216 participantes. O trabalho apontou que aparelhos domésticos de LED com luz vermelha, azul ou uma combinação das duas produziram uma redução de aproximadamente 45% nas lesões inflamatórias em comparação com o grupo de controle.

Os pesquisadores consideraram que os aparelhos podem funcionar como complemento para outros tratamentos contra acne leve a moderado. Ainda assim, ressaltaram que o número de estudos disponíveis permanece limitado.

Nem todas as máscaras oferecem o mesmo resultado

Um dos principais pontos de atenção está justamente na grande variedade de aparelhos disponíveis para uso doméstico.

Os estudos analisados mostram diferenças importantes nas doses, frequências e quantidades de energia utilizadas pelos dispositivos. Essa falta de padronização dificulta a comparação entre pesquisas e impede que os resultados de um equipamento sejam automaticamente aplicados a outro.

Além disso, fatores como a distância entre a máscara e a pele, a potência do aparelho e a regularidade de utilização podem alterar os resultados.

Por isso, uma máscara doméstica não deve ser considerada equivalente a um equipamento utilizado em ambiente profissional. O uso do aparelho também não substitui uma avaliação médica ou um tratamento dermatológico indicado para cada caso.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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