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Máscaras faciais de LED funcionam? Especialista explica benefícios e limitações

Máscaras que cobrem todo o rosto e tratam a pele usando LED se tornaram populares

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The client lies in the salon on the cosmetology table with a white mask on her face
Magnific

As máscaras faciais de LED se popularizaram nos últimos anos com a promessa de melhorar a qualidade da pele de forma prática, indolor e sem necessidade de recuperação. Segundo o biomédico e mestre em medicina estética Thiago Martins, a tecnologia pode trazer benefícios, desde que seja utilizada corretamente e com expectativas realistas.

A terapia por luz LED é utilizada há décadas em consultórios e clínicas. O tratamento funciona por meio da emissão de comprimentos de onda específicos que penetram diferentes camadas da pele e estimulam processos biológicos. "A luz vermelha, por exemplo, está associada ao estímulo da produção de colágeno, melhora da firmeza cutânea e redução de sinais do envelhecimento. Já a luz azul possui ação antibacteriana e pode auxiliar no controle da acne", explica o especialista.

De acordo com Thiago Martins, estudos científicos apontam benefícios da fotobiomodulação por LED em casos de acne inflamatória leve a moderada, cicatrização, inflamação da pele e rejuvenescimento facial. No entanto, ele ressalta que os resultados das pesquisas costumam ser obtidos com equipamentos profissionais, que possuem potência e protocolos controlados.

Nas versões para uso doméstico, a eficácia pode variar conforme a qualidade do equipamento. "Equipamentos de boa qualidade, aprovados por órgãos regulatórios e produzidos por fabricantes confiáveis, tendem a oferecer resultados mais consistentes", afirma. Ainda assim, efeitos costumam ser mais discretos e dependem do uso frequente ao longo de semanas ou meses.

O biomédico destaca que as máscaras de LED são consideradas seguras para a maioria das pessoas quando utilizadas conforme as orientações do fabricante. "Diferentemente de lasers ou luz intensa pulsada, elas não provocam aquecimento significativo dos tecidos nem causam lesões controladas na pele". Os efeitos adversos são raros e, quando ocorrem, costumam se limitar à irritação temporária, vermelhidão leve ou desconforto ocular na ausência de proteção adequada.

Apesar do bom perfil de segurança, alguns grupos devem buscar orientação médica antes de utilizar o equipamento. "Pessoas com doenças que cursam com fotossensibilidade, usuários de medicamentos fotossensibilizantes ou pacientes com determinadas condições oftalmológicas devem buscar orientação médica antes do uso", orienta o médico.

"O ideal é conversar com um profissional qualificado sobre a real necessidade e utilizar a máscara de LED como parte de uma rotina bem estruturada de cuidados com a pele. Ela representa uma ferramenta interessante, segura e complementar para a manutenção da saúde e da aparência cutânea", conclui Thiago Martins.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.