No Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos têm sobrepeso ou obesidade, segundo dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026. O número sobe para 9,9 milhões quando consideradas pessoas com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões.
No mundo, uma em cada cinco crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com obesidade ou sobrepeso, totalizando 419 milhões. A estimativa é que, até 2040, 57,6 milhões de crianças apresentem sinais precoces de doença cardiovascular e que 43,2 milhões apresentem sinais de hipertensão.
Eliana Teixeira, médica médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, lembra que “a obesidade é considerada hoje uma doença crônica, complexa e multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de causar prejuízos à saúde”.
Ela alerta sobre problemas futuros. “A obesidade na infância aumenta significativamente o risco de que esse indivíduo se torne um adulto obeso e também pode levar ao surgimento precoce de problemas metabólicos, como resistência à insulina, alterações no colesterol e até hipertensão”.
Para prevenir o problema, a médica ressalta que é importante se atentar à saúde desde a infância. “A prevenção precisa começar cedo, com estímulo a uma alimentação equilibrada, incentivo à prática de atividades físicas e participação ativa da família na construção de hábitos saudáveis”.
Os sinais de que o paciente pode estar próximo da obesidade são:
- Aumento progressivo do peso e da circunferência abdominal;
- Cansaço excessivo;
- Redução da disposição para atividades físicas;
- Alterações em exames laboratoriais como glicose e colesterol elevados;
- Distúrbios do sono, como ronco e apneia.
Assim como no caso dos adultos, entre os pequenos a obesidade pode ser causada por fatores como “maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, excesso de tempo em telas, rotinas cada vez mais estressantes e privação de sono”, além de fatores genéticos e hormonais que podem favorecer o ganho de peso.