BH lidera índice de obesidade do Sudeste; médica lista sinais e aponta riscos

Belo Horizonte é a capital com mais obesos na região e a quarta no Brasil

No Brasil, uma a cada quatro pessoas adultas é obesa

Com 43,69% de adultos obesos, Belo Horizonte é a capital com maior índice da doença no Sudeste do Brasil. Entre todas as capitais brasileiras, BH ocupa o quarto lugar. Caso sejam somadas as pessoas com sobrepeso, o número chega a 74,16%, segundo dados da pesquisa Vigitel, levantamento anual conduzido pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, uma a cada quatro pessoas adultas é obesa, representando 25,7% da população nessa faixa etária. Além disso, a obesidade no país aumentou 118% de 2006 a 2024.

Eliana Teixeira, médica médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, ressalta que “a obesidade é considerada hoje uma doença crônica, complexa e multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de causar prejuízos à saúde”.

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A especialista destaca que não se trata somente de um problema estético, mas de “uma condição que envolve alterações metabólicas, hormonais, comportamentais e ambientais”. Ela explica que a obesidade ocorre de forma gradual, precedida por um período de sobrepeso em que o corpo começa a apresentar sinais de desequilíbrio.

Os sinais são os seguintes:

  • Aumento progressivo do peso e da circunferência abdominal;
  • Cansaço excessivo;
  • Redução da disposição para atividades físicas;
  • Alterações em exames laboratoriais como glicose e colesterol elevados;
  • Distúrbios do sono, como ronco e apneia.

A médica também destaca que “a obesidade está relacionada ao aumento do risco de diversas doenças crônicas importantes, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, gordura no fígado, alterações hormonais e até alguns tipos de câncer”.

A dra. Eliana Teixeira afirma que a causa do aumento da obesidade é atribuída a diversos fatores. Entre os motivos, ela cita “maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, excesso de tempo em telas, rotinas cada vez mais estressantes e privação de sono”, além de fatores genéticos e hormonais que podem favorecer o ganho de peso.

Para combater a obesidade a especialista reforça que “a base está em hábitos de vida mais equilibrados, com uma alimentação baseada em alimentos naturais ou minimamente processados, prática regular de atividade física, sono de qualidade e manejo adequado do estresse”.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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