Com 43,69% de adultos obesos, Belo Horizonte é a
No Brasil, uma a cada quatro pessoas adultas é obesa, representando 25,7% da população nessa faixa etária. Além disso, a obesidade no país aumentou 118% de 2006 a 2024.
Eliana Teixeira, médica médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, ressalta que “a obesidade é considerada hoje uma doença crônica, complexa e multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de causar prejuízos à saúde”.
A especialista destaca que não se trata somente de um problema estético, mas de “uma condição que envolve alterações metabólicas, hormonais, comportamentais e ambientais”. Ela explica que a obesidade ocorre de forma gradual, precedida por um período de sobrepeso em que o corpo começa a apresentar sinais de desequilíbrio.
Os sinais são os seguintes:
- Aumento progressivo do peso e da circunferência abdominal;
- Cansaço excessivo;
- Redução da disposição para atividades físicas;
- Alterações em exames laboratoriais como glicose e colesterol elevados;
- Distúrbios do sono, como ronco e apneia.
A médica também destaca que “a obesidade está relacionada ao aumento do risco de diversas doenças crônicas importantes, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, gordura no fígado, alterações hormonais e até alguns tipos de câncer”.
A dra. Eliana Teixeira afirma que a causa do aumento da obesidade é atribuída a diversos fatores. Entre os motivos, ela cita “maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, excesso de tempo em telas, rotinas cada vez mais estressantes e privação de sono”, além de fatores genéticos e hormonais que podem favorecer o ganho de peso.
Para combater a obesidade a especialista reforça que “a base está em hábitos de vida mais equilibrados, com uma alimentação baseada em alimentos naturais ou minimamente processados, prática regular de atividade física, sono de qualidade e manejo adequado do estresse”.