Belo Horizonte
Itatiaia

Tuberculose: especialista explica doença após defesa de Oruam alegar diagnóstico

Segundo a defesa do rapper, ele apresentou sintomas como perda de peso, lesões nos tecidos do pulmão e tosse crônica

Por
Oruam se pronuncia sobre Megaoperação no Rio
Oruam está foragido e defesa pediu a revogação de sua prisão preventiva • Redes Sociais/Reprodução

A defesa do rapper Oruam, que está foragido, pediu a revogação da prisão preventiva do artista após ele receber diagnóstico de tuberculose. Ele apresentou perda de peso, tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares. A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido.

O principal sintoma da doença infecciosa é a tosse persistente, por três semanas ou mais, que pode ou não vir acompanhada de escarro com sangue. “É comum o paciente apresentar febre baixa, especialmente no final do dia, suor noturno, cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente e diminuição do apetite”, afirma a médica pneumologista Michele Andreata.

Diferentemente do que alguns pensam, a tuberculose não é causada pelo tabagismo. Porém, o hábito de fumar é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento da doença.

“A transmissão da tuberculose acontece pelo ar, a partir da inalação de partículas eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. Essas partículas, chamadas aerossóis, podem permanecer suspensas no ambiente, especialmente em locais fechados, pouco ventilados e com grande circulação de pessoas. Por isso, o risco de transmissão é maior em ambientes domiciliares ou coletivos, como transporte público e instituições fechadas”, esclarece a médica.

Se não for tratada precocemente e de forma adequada, a tuberculose pode deixar sequelas. “Em casos mais avançados ou quando há atraso no início do tratamento, podem ocorrer danos permanentes ao pulmão, como fibroses, redução da capacidade respiratória e maior predisposição a infecções respiratórias no futuro”.

Além disso, a tuberculose pode ser fatal. “A tuberculose pode ser uma doença grave e potencialmente letal, principalmente quando não é diagnosticada e tratada a tempo. Pessoas com imunidade comprometida, como idosos, pacientes com doenças crônicas ou em tratamento imunossupressor, apresentam maior risco de complicações”, alerta a pneumologista.

O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos e tem duração mínima de seis meses. “É um tratamento eficaz, mas que exige disciplina e continuidade, já que a interrupção precoce pode levar à resistência bacteriana e dificultar a cura. Nos primeiros dias ou semanas, o paciente já começa a apresentar melhora dos sintomas e redução da transmissão, mas isso não significa que esteja curado”.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.