Tadalafila pode beneficiar o coração? Cardiologista explica estudo e riscos
Estudo aponta redução nos casos de eventos cardiovasculares graves associados ao uso da tadalafila em homens com disfunção erétil

Um estudo publicado na revista científica Clinical Cardiology apontou que o uso da tadalafila em homens com disfunção erétil está associado a reduções nas taxas de mortalidade e de eventos cardiovasculares graves.
O medicamento é um vasodilatador que aumenta o fluxo de sangue para regiões específicas do corpo e é indicado principalmente para disfunção erétil. A tadalafila ganhou popularidade nas redes sociais e aparece até em músicas.
Apesar dos benefícios, o cardiologista Alan Max alerta que é necessário ter cuidado ao usar o remédio. Ele explica que, embora os resultados do estudo sejam promissores, ainda não são concretos.
“Esse é um estudo observacional (de mundo real), não um estudo randomizado (onde se compara grupos controlados com placebo). O estudo randomizado tem valor científico muito maior. O que podemos dizer é que a tadalafila aumenta o óxido nítrico nas artérias, o que teoricamente protege o endotélio, mas o estudo apenas indica um caminho, não uma comprovação definitiva”, diz o profissional em participação no programa Chamada Geral, da Itatiaia, nesta sexta-feira (10).
Além disso, há contraindicações para o tadalafila. “É importante deixar claro: o paciente que teve infarto nos últimos 90 dias tem contraindicação total. Também não devem tomar pacientes com angina instável (dor frequente no peito), insuficiência cardíaca ou pressão muito baixa. Além disso, não se pode misturar com nitratos (remédios para angina) ou certos bloqueadores alfa para a próstata, pois a pressão pode cair drasticamente.”
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



