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Roncar não é normal e pode indicar doença que afeta a vida sexual, diz especialista

Apneia do sono está associada a maiores chances de acidente de trânsito e é motivo de divórcio

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Retrato de uma mulher que não consegue dormir porque o marido ronca.
Condição pode causar queda dos níveis de testosterona e impotência • Lifestock

Roncar pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono e de outros problemas, como excesso de peso e desvio de septo. O dentista Daniel Figueiredo, especialista em ronco e apneia do sono, explica a relação entre os fatores.

"Roncar, apesar de ser muito comum, não é normal, porque o ronco já indica uma dificuldade na passagem do ar pela garganta. É um sinal de que a pessoa precisa de uma avaliação para ver se o ronco está associado à apneia obstrutiva do sono, que é quando o ar sofre um bloqueio real durante o sono”, afirma o profissional em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta sexta-feira (10).

A apneia ainda pode estar relacionada a maiores chances de um acidente de trânsito. "A pessoa com apneia não tem um sono de qualidade e acorda com a sensação de sono não reparador, o que causa sonolência durante o dia. Estudos mostram que esses pacientes têm até sete vezes mais chance de acidentes automobilísticos porque a capacidade de reação diminui e a chance de dormir ao volante aumenta", alerta o dentista.

O problema também tem relação com o divórcio. “Um estudo mostrou que o ronco é a terceira principal causa de divórcio, atrás apenas de infidelidade e de problemas financeiros. O problema geralmente começa com o casal dormindo em quartos separados, o que gera um distanciamento. Além disso, a apneia pode levar à perda da libido e à impotência sexual, pois pode diminuir a produção de testosterona”, relata.

Há diferença entre ronco e apneia do sono: “No ronco, o ar passa com dificuldade, fazendo os tecidos da garganta trepidarem, o que gera o barulho. Na apneia, o ar é efetivamente bloqueado. Nem todo mundo que ronca tem apneia, mas praticamente todo paciente com apneia ronca”.

A boa notícia é que há tratamento. "Existem algumas formas de tratar. O tratamento mais clássico é o CPAP, uma máscara usada para dormir. Outra opção que fazemos muito na clínica é o aparelho intraoral, que eu chamo de ‘pijama dos dentes’. O paciente encaixa o aparelho, que posiciona o queixo um pouco para frente, facilitando a passagem do ar e tratando tanto o ronco quanto a apneia", conclui o especialista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.