Nutricionista alerta que misturar álcool e energético é uma 'bomba'; entenda
Mistura pode aumentar risco de arritmia, infarto, acidentes de trânsito e até morte súbita

O consumo de bebida alcoólica com energético é comum em festas, especialmente entre jovens. A prática é perigosa e pode causar arritmia, coma alcoólico e até morte súbita.
“É uma ‘bomba’ para o coração. O energético já mascara o cansaço, e o álcool potencializa esse estímulo. Então, a pessoa vira um ‘super-herói’. Aumenta-se o risco de infartoe de acidentes de trânsito, porque eu estou mais potente nesse momento”, afirma a nutricionista Lucília Oliveira, em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta quinta-feira (20).
Além da presença da bebida em festas, a profissional destaca as embalagens e a facilidade de acesso como fatores que impulsionam o consumo de energético. “As embalagens são muito atrativas e, no caso dos jovens, principalmente na balada, existe a ideia de que a bebida permitirá que eles aguentem a noite inteira”, avalia a profissional.
A nutricionista explica quando o energético passa a fazer mal: “A gente tem que entender o que é 'fazer mal'. É a frequência, é a quantidadee o horário. Tudo isso deve ser avaliado”.
Lucília Oliveira diz que também é necessário observar como o corpo reage ao estimulante. “O café, o chocolate e o refrigerante à base de cola têm função estimulante. A base do energético são dois estimulantes: a cafeína e a taurina. A cafeína é um dos nutrientes mais estudados no mundo; por isso, há vários estudos que mostram efeitos colaterais, benefíciose malefícios. E há as pessoas que consomem o café e dizem: 'Ah, eu não sinto nada. Eu tomo e consigo dormir'. Esse aí é o que chamamos de metabolizador rápido: a substância entra e sai rápido. E tem o metabolizador lento, aquela pessoa que toma lá um cafezinho ou uma Coca e, de tarde, está agitada”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



