Agosto Dourado: especialista destaca benefícios da amamentação para mãe e bebê
Aleitamento materno diminui as chances de câncer de colo de útero e de mama nas mães e fortalece imunidade dos bebês

A campanha Agosto Dourado serve para conscientizar sobre a importância da amamentação para a mãe e para o bebê. O leite materno é o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, fornecendo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do recém-nascido e contribuindo para fortalecer seu sistema imunológico.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, a amamentação pode ser mantida com alimentação complementar até os dois anos ou mais.
Cinthia Roseane Moreira, enfermeira e consultora de amamentação da Santa Casa de Belo Horizonte, destaca os benefícios da amamentação, principalmente logo após o nascimento do bebê.
“É maravilhoso para a mãe, para o bebê e para a família. É um alimento sustentável, que não tem custo nenhum nos primeiros seis meses. Além disso, a criança não adoece com facilidade, diminuindo as idas ao hospital e tratamentos de saúde”, afirma a profissional em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta terça-feira (18).
A prática também traz benefícios importantes para a mãe. “Para a mulher, o aleitamento materno pode diminuir a chance de desenvolver câncer de colo de útero e de mama. Diminui o sangramento pós-parto, fazendo o útero regredir mais rápido. Até psicologicamente protege a mulher da depressão pós-parto”, destaca.
Desafios enfrentados durante a amamentação
Como principal desafio para manter a amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê, a enfermeira destaca o retorno da mãe ao trabalho. “Como que uma mulher trabalhadora vai conseguir manter essa amamentação exclusiva até os 6 meses se ela tem 4 meses de licença-maternidade? (...) Se ela sai de alta e não tem nenhum apoio na família ou do companheiro, fica sozinha para fazer tudo: casa, filho e amamentar, que é uma doação de tempo. Recai tudo sobre a mulher, e a sociedade como um todo precisa proteger para que ela tenha condições”.
Além disso, o bebê pode escolher interromper a amamentação. “Pode ser uma escolha desse bebê quando ele começa a ter a interferência de outros apetrechos, por exemplo, a mamadeira. Se ela optar pela mamadeira para ir trabalhar, pode ser que o bebê escolha a mamadeira e não mais o peito da mãe. Não quer dizer que ela não possa extrair o leite para oferecer de outra forma, mas o retorno ao trabalho pode ser um desafio para manter a amamentação exclusiva”, diz a enfermeira.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



