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‘Marco histórico’: pesquisadora da UFMG celebra avanço de vacina brasileira contra malária

Vacina Vivaxin combate o Plasmodium vivax, espécie de parasita para a qual ainda não há vacina disponível no mundo para uso em humanos; agente etiológico é responsável por 80% dos casos de malária no Brasil

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Vivax, vacina contra a malária desenvolvida pela UFMG em parceria com a USP e o laboratório Cristália
Imunizante foi desenvolvido pelo CTVacinas, da UFMG, em parceria com a USP e laboratório Cristália • Clever Ribeiro/ Itatiaia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nessa quarta-feira (7) o início dos testes em humanos com a Vivaxin, vacina que protege contra a malária. O imunizante foi desenvolvido pelo CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália.

A tecnologia 100% brasileira combate o Plasmodium vivax, espécie de parasita para a qual ainda não há vacina disponível no mundo para uso em humanos. As opções disponíveis atualmente combatem o Plasmodium falciparum.

"Essa é a primeira vacina contra a malária no Brasil a chegar a estudos clínicos em humanos, o que representa um marco histórico para a ciência brasileira", comemora Ana Clara Gazzinelli, pesquisadora do CTVacinas.

A pesquisadora explica que o Plasmodium vivax, alvo da vacina, é mais prevalente nas Américas e na Ásia. "No Brasil, ele representa o maior número de casos, chegando a 120 mil casos no último ano, sendo mais de 80% atribuídos a essa espécie do parasita. Isso justifica a grande importância do desenvolvimento de uma vacina específica para ela".

Gazzinelli diz que o parasita é associado a uma forma menos grave da malária. Porém, "ainda assim pode levar a complicações graves e até à morte".

Estudo clínico

Ana Clara Gazzinelli detalha que a pesquisa avançará para a fase 1 dos estudos clínicos com testes em humanos. "O objetivo é avaliar a segurança da vacina através do acompanhamento de possíveis reações e efeitos adversos, além de avaliar a imunogenicidade (a capacidade do imunizante de estimular uma resposta imunológica). O estudo prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, de 18 a 59 anos, nunca previamente expostos à malária. O estudo será conduzido em uma região não endêmica, em Belo Horizonte", afirma.

Os voluntários receberão três aplicações com intervalo de 28 dias entre elas, com acompanhamento por 360 dias. "Primeiro precisamos provar que a vacina é segura e capaz de induzir resposta imunológica para, nas etapas seguintes, avaliar a eficácia na prevenção da doença. É um processo rigoroso que exige tempo, mas a autorização da Anvisa foi um passo fundamental para que, em breve, essa vacina chegue à população", conclui a pesquisadora.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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