Junho Roxo: dor, inchaço e hematomas frequentes podem ser sinais de lipedema
Neste mês, celebra-se a campanha de conscientização sobre o lipedema

Neste mês, celebra-se a campanha Junho Roxo de conscientização sobre o lipedema. Trata-se de uma doença crônica que causa acúmulo anormal de gordura, especialmente nas pernas. O quadro atinge principalmente as mulheres.
“Diferentemente da obesidade comum, essa gordura apresenta características próprias, costuma ser resistente à dieta e à atividade física e frequentemente está associada a sintomas como dor, sensação de peso, inchaço, facilidade para formação de hematomas e impacto significativo na qualidade de vida”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular Dr. Guilherme Jonas.
O profissional explica que a doença é pouco conhecida e muitas vezes subdiagnosticada nos serviços de saúde. “A conscientização é fundamental porque muitas pacientes convivem durante anos com sintomas sem receber o diagnóstico correto, sendo frequentemente orientadas apenas a emagrecer, o que pode gerar frustração, sofrimento emocional e atraso no tratamento adequado”, afirma.
O angiologista diz que o diagnóstico precoce é essencial para controlar os sintomas da doença e retardar sua progressão. “O diagnóstico do lipedema é essencialmente clínico e deve ser realizado por um médico capacitado, por meio de uma avaliação detalhada da história da paciente e do exame físico”.
Não há cura para a doença. O tratamento é feito por meio do controle dos sintomas. “Atualmente dispomos de diversas estratégias terapêuticas capazes de proporcionar melhora significativa dos sintomas e da qualidade de vida. Entre elas estão a prática regular de atividade física orientada, a adoção de hábitos saudáveis, terapias compressivas, acompanhamento multiprofissional e, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos específicos”, lista o especialista.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



