Belo Horizonte
Itatiaia

Como tirar as crianças das telas? Especialista ensina brincadeiras simples

Psicopedagoga ensina brincadeira fácil de fazer em casa para tirar as crianças das telas

Por
Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para risco de uso de telas por crianças.
Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para risco de uso de telas por crianças • CNN Brasil

Cada vez mais estudos abordam o uso de telas na infância e seus impactos negativos no desenvolvimento. Rachel Mendes, que é pedagoga, psicopedagoga e especialista em neurociência do desenvolvimento infantil, apresentou alternativas para tirar os pequenos da frente do celular ou tablet.

“A Sociedade Brasileira de Pediatria já apontou vários prejuízos reais que as crianças estão sofrendo pelo uso excessivo das telas. Isso vai desde déficit de atenção, obesidade e sedentarismo até problemas de visão e de postura. As telas não são totalmente inimigas, mas tornam-se um problema evidente quando substituem o brincar", destacou a profissional em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta terça-feira (23).

A especialista sugere criar brincadeiras com materiais recicláveis disponíveis em casa. Como exemplo, ela trouxe um jogo que imita o Tetris (veja a imagem abaixo). A psicopedagoga usou duas caixas de ovos: uma serve como base e a outra foi cortada em formato de peças coloridas.

• Itatiaia
• Itatiaia

“Serve para crianças de 4 a 99 anos, pois trabalha a percepção visual e o raciocínio lógico de montagem. Também trouxe uma atividade com bandeiras de países da Copa, onde a criança precisa encaixar bolinhas - que são, na verdade, aquelas bolinhas de desodorante roll-on que eu pintei - para trabalhar a destreza do movimento e o equilíbrio”, explica.

 

Rachel Mendes explica que é preciso ensinar as crianças a brincar para tirá-las das telas. “O brincar sozinho também é aprendido. Não podemos simplesmente tirar a tela e esperar que a criança saiba o que fazer; essa retirada deve ser gradual. A criança precisa desenvolver concentração para sentar e brincar. O brincar não é uma pausa no desenvolvimento, ele é o próprio desenvolvimento acontecendo”.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.