Belo Horizonte
Itatiaia

Uso excessivo de telas prejudica desempenho de universitários, diz estudo

Pesquisa revela que hiperconectividade causa ansiedade e dores físicas; especialistas alertam para riscos na aprendizagem e saúde emocional.

Por
De acordo com o levantamento, a atenção dos alunos é disputada o tempo todo por notificações e redes sociais. • Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um estudo realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA) aponta que o uso contínuo de dispositivos digitais está impactando diretamente a saúde e as notas dos estudantes. O trabalho, publicado pelo mestrando Murilo Ferreira Andrade e pelo professor Cláudio Lúcio Mendes, mostra que celulares e computadores deixaram de ser apenas ferramentas de apoio para se tornarem distrações constantes, inclusive dentro das salas de aula.

De acordo com o levantamento, a maioria dos universitários utiliza telas durante as aulas para acessar redes sociais e conteúdos que não possuem relação com as matérias. Esse comportamento fragmenta a atenção e dificulta a retenção do conhecimento. Para os pesquisadores, o estudante hoje tem a atenção disputada o tempo todo por notificações, o que compromete profundamente a qualidade da aprendizagem e o rendimento escolar.

Os danos físicos também são evidentes no dia a dia acadêmico. Os alunos relataram sintomas frequentes como cansaço nos olhos, dificuldade de foco e dores na coluna devido à má postura e à falta de pausas. No campo emocional, o cenário é de sobrecarga, com muitos relatos de irritabilidade e níveis elevados de ansiedade causados pelo fluxo ininterrupto de informações e pela pressão das interações digitais.

Apesar de o estudo não focar diretamente no sono, os resultados indicam que o uso de telas à noite atrapalha o descanso, prejudicando a memória e o raciocínio no dia seguinte. Os pesquisadores defendem que o tema deve ser tratado como uma pauta urgente nas universidades para evitar o agravamento de problemas de saúde, a queda no desempenho e até o abandono do Ensino Superior.

Por

Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.