Brasil registra alta de internações por vírus sincicial respiratório, aponta Fiocruz
Hospitalizações por influenza A e B também crescem em algumas regiões do país

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou em todo o Brasil, segundo o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, divulgado nesta quinta-feira (11). Em algumas regiões do país, as internações por influenza A e B também aumentaram. Os dados são referentes à semana epidemiológica 22, de 31 de maio a 6 de junho deste ano.
Além disso, 11 das 27 unidades federativas estão em nível de alerta, risco ou alto risco de incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com indícios de crescimento a longo prazo nos seguintes estados:
- Acre
- Alagoas
- Amapá
- Paraná
- Pará
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Roraima
- Santa Catarina
- Sergipe
- São Paulo
As demais unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do avanço dos casos de SRAG ou queda a longo prazo, porém 12 delas ainda estão em níveis de alerta, risco ou alto risco, sendo:
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Goiás
- Maranhão
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Minas Gerais
- Paraíba
- Rio de Janeiro
Em 2026, já foram registrados 82.544 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total, 40.259 (48,8%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 29.404 (35,6%) apresentaram resultado negativo e 7.319 (8,9%) ainda aguardam confirmação laboratorial.
Entre os óbitos com diagnóstico positivo para vírus respiratórios, a influenza A foi responsável pela maior parte dos casos (46,5%), seguida por rinovírus (18,4%), vírus sincicial respiratório (17%), influenza B (9,9%) e Sars-CoV-2, causador da Covid-19 (6,8%).
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



