Ministério da Saúde anuncia que PrEP injetável pode ser incorporada ao SUS
Atualmente, SUS oferece versão oral do medicamento para prevenir HIV

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (27), que avalia incorporar a PrEP injetável de longa duração ao Sistema Único de Saúde (SUS), para administração a cada dois meses. A proposta já foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.
"O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.
A PrEP serve para proteger contra o HIV, especialmente no caso de pessoas que podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS conta com a versão oral do medicamento.
O SUS também conta com outras estratégias de prevenção, que incluem preservativos, gel lubrificante, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede oferece ainda tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas que vivem com HIV.
Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia em que a infecção é confirmada. Mais da metade delas começa a terapia antirretroviral em até 30 dias, segundo o Ministério da Saúde.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



