Ministério da Saúde amplia tratamento contra leishmaniose visceral no SUS
Se não for tratada, doença causa morte em 90% dos casos

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma nova opção de tratamento contra a leishmaniose visceral em pacientes imunocomprometidos. O serviço passa a oferecer o uso de anfotericina B lipossomal e miltefosina em combinação.
A decisão foi publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) nessa quinta-feira (2). A partir dessa data, os municípios e estados têm até 180 dias para efetivar a oferta na rede pública.
A leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica que, se não for tratada, leva à morte em até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. A doença é transmitida pela picada de fêmeas do mosquito flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, asa-dura, tatuquiras, birigui e outros.
A transmissão ocorre quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectadose, depois, picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral.
Os sintomas incluem:
- Febre de longa duração
- Aumento do fígado e do baço
- Perda de peso
- Fraqueza
- Redução da força muscular
- Anemia
A prevenção da leishmaniose visceral ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. A principal medida é a higiene ambiental, feita seguindo as orientações do Ministério da Saúde a seguir:
- Limpeza periódica dos quintais e retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favorecem a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem).
- Destino adequado do lixo orgânico para impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos.
- Limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção dos animais domésticos afastados do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomíneos para dentro do domicílio.
- Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é apenas para áreas com elevado número de casos. Isso inclui municípios de transmissão intensa, com uma média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 4,4. Também abrange áreas de transmissão moderada, com média acima de 2,4, ou regiões em surto de leishmaniose visceral.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



