Terapia familiar: quando é indicada e como pode ajudar a resolver conflitos
Terapia familiar pode ajudar com vício em telas, problemas entre casais e luto

A terapia familiar é indicada para famílias que estão em conflito, mas não conseguem dialogar. O psicólogo atua como um mediador na conversa. O método também é indicado para casais.
“Algumas vezes, as pessoas não conseguem ter uma conversa entre elas, porque existe um conflito e um daqueles familiares ali tem uma atitude passivo-agressiva. A pessoa quer conversar, negociar a relação, e não tem essa abertura. Se você vai para a terapia familiar, o psicólogo está ali para fazer essa intermediação. A pessoa se sente em um ambiente seguro onde pode falar sem julgamentos”, explica a psicóloga sistêmica e especialista em terapia familiar, Magda Carvalho.
A terapia familiar pode ajudar com crianças que apresentam vício em telas. Deixar o celular de lado também é válido para os pais, que devem estar atentos e dialogar com os filhos.
“Uma das questões que tenho pontuado muito no consultório é criar um sistema de restrição. Por exemplo, as refeições são um horário em que as pessoas poderiam se encontrar para ter um mínimo de diálogo, perguntar como foi o dia, olhar nos olhos, saber da escola, do trabalho. Mas as pessoas chegam e ficam cada um com o seu celular. Então, pelo menos durante as refeições, vamos deixar o celular de lado. E colocar limite, principalmente se for pré-adolescente e adolescente; ter hora para tudo, não levar o celular para a escola ou usá-lo na hora do dever de casa. Os pais não estão sabendo colocar limites no uso das telas, o que prejudica muito a comunicação”, destaca a profissional.
Para familiares em luto, o método também pode contribuir. “Ela ajuda porque cada pessoa compreende o luto de uma forma diferente. Em uma perda, uma pessoa se expressa e chora muito, enquanto outra se fecha, fica recolhida no quarto e não fala, não vivenciando o luto, que fica latente e não se resolve. Quando você chama essas pessoas, cada um ouve o que o outro está sentindo e pensam em como trabalhar juntos essa perda. E não existe só o luto de uma morte; pode ser o luto de uma separação, de uma perda de emprego ou de alguém que mudou para um país distante”.
No caso dos casais, a terapia familiar tem o mesmo papel de mediar conflitos. “Quando estão só os dois na relação, às vezes um fica insatisfeito com o outro, mas ninguém fala nada; vão empurrando com a barriga e fingindo que está bom. Na terapia, você começa a perceber as dificuldades, conversa e pode fazer um combinado: ‘olha, vamos tentar mudar isso aqui que você não está gostando’ E aprender a pedir desculpa, dizer ‘não sabia que isso te incomodava, vou tentar fazer de uma forma diferente’”, relata a especialista.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



