UFMG seleciona mulheres para estudo gratuito sobre jejum intermitente e emagrecimento
Iniciativa da Escola de Enfermagem vai acompanhar 80 voluntárias por um ano para avaliar os impactos da restrição calórica e do jejum intermitente no organismo

A Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Grupo de Pesquisa Imunometabolismo, está com inscrições abertas para selecionar cerca de 80 mulheres voluntárias que desejam perder peso. O objetivo da pesquisa, coordenada pela professora Adaliene Ferreira, do Departamento de Nutrição, é avaliar o impacto de duas estratégias alimentares distintas nas funções metabólicas e imunológicas do corpo.
O estudo acompanhará as participantes ao longo de um ano para entender como o organismo reage e se adapta à perda de peso, investigando tanto a redução tradicional de calorias quanto a restrição do período de alimentação (método conhecido popularmente como jejum intermitente).
Quem pode participar?
Para fazer parte da pesquisa, as candidatas devem cumprir os seguintes pré-requisitos:
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Gênero: mulheres;
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Idade: entre 20 e 44 anos;
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Índice de Massa Corporal (IMC): entre 30 e 40 kg/m² (faixa que caracteriza obesidade);
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Critério médico: não utilizar medicamentos para o tratamento de diabetes, hipertensão, colesterol ou para emagrecimento;
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Disponibilidade: ter horários livres das 7h30 às 13h30 para a triagem inicial e disponibilidade de 1h30 para as consultas médicas e nutricionais de retorno (que no início acontecem a cada 15 dias e, posteriormente, mudam para periodicidade mensal).
Entendendo a 'flexibilidade metabólica'
O principal foco dos pesquisadores é analisar o que a ciência chama de "flexibilidade metabólica" — que é a habilidade natural do corpo de alternar suas fontes de energia (queimando gordura em períodos de jejum e carboidratos logo após as refeições).
A obesidade frequentemente prejudica essa engrenagem biológica. O estudo da UFMG quer descobrir se a redução de calorias ou a prática do jejum intermitente conseguem devolver ao organismo essa capacidade de transição, gerando dados valiosos para que profissionais de saúde criem tratamentos e dietas mais assertivos no futuro.
Obesidade: um desafio de saúde pública
A relevância da pesquisa se apoia em dados recentes da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. O levantamento revelou que o número de adultos obesos no Brasil saltou 118% entre 2006 e 2024. No mesmo intervalo, diagnósticos de diabetes cresceram 135% e os de hipertensão subiram 31%.
Embora o mercado atual conte com recursos como as canetas emagrecedoras, especialistas reforçam que os medicamentos são apenas aliados temporários. A reeducação alimentar e a mudança real no estilo de vida continuam sendo os pilares definitivos para manter o peso perdido, justificando a importância de estudos científicos de longo prazo.
Como se inscrever?
As mulheres que se encaixam no perfil e têm interesse em receber o acompanhamento profissional gratuito devem entrar em contato diretamente com a equipe de pesquisa pelo telefone/WhatsApp: (37) 99164-3211.
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