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Estresse crônico pode acelerar envelhecimento da pele, alerta especialista

Hormônio associado ao estresse pode agravar condições como acne, psoríase e rosácea

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Pele após os 50 merece maiores cuidados
Alimentação, tabagismo e outros fatores também influenciam • Freepik

O estresse pode afetar a saúde da pele, causando envelhecimento precoce. O biomédico e mestre em Medicina Estética, Thiago Martins, explica a relação entre os níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse, e a saúde da pele.

"A pele não é apenas um órgão de revestimento, mas também um importante órgão neuroimunológico, capaz de responder aos estímulos hormonais e inflamatórios desencadeados pelo estresse", explica o especialista.

De acordo com ele, situações prolongadas de estresse ativam de forma persistente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, aumentando a produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. "Esses mecanismos favorecem a degradação das fibras de colágeno e elastina, comprometem a renovação celular, reduzem a capacidade de reparo tecidual e podem enfraquecer a barreira cutânea, tornando a pele mais suscetível ao ressecamento, à sensibilidade e a processos inflamatórios", afirma Martins.

O estresse crônico também pode agravar doenças como acne, psoríase, dermatite atópica, rosácea e alguns tipos de queda de cabelo, como o eflúvio telógeno. Além disso, é comum que pacientes relatem perda do viço, piora da textura da pele e maior evidência de linhas finas durante períodos de sobrecarga emocional.

O especialista ressalta, no entanto, que os efeitos do estresse não ocorrem apenas pela ação direta do cortisol. "Em momentos de maior sobrecarga emocional, é comum negligenciarmos hábitos fundamentais para a saúde cutânea: dormimos menos, fazemos escolhas alimentares menos saudáveis, reduzimos a prática de atividade física, deixamos de seguir a rotina de skincare e até esquecemos o uso diário do protetor solar", explica.

Embora o estresse contribua para o envelhecimento da pele, ele não é o único responsável pelo processo. Segundo Martins, fatores como genética, exposição solar, tabagismo, poluição, alimentação, qualidade do sono e hábitos de vida exercem influência ainda maior.

O biomédico recomenda usar várias estratégias juntas para cuidar da pele e retardar os sinais de envelhecimento. "Proteger a pele diariamente, cuidar da pele de forma adequada, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, dormir bem e usar estratégias para reduzir o estresse fazem parte de um conjunto de ações para manter a saúde e atrasar os sinais do envelhecimento, conclui.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.