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Estudo cria células da retina em laboratório para tratar doenças que causam cegueira

Técnica foi aplicada em camundongos, que apresentaram restauração de parte da função da retina

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Estudo envolve células epiteliais retinianas • CNN Brasil

Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica para produzir células da retina em laboratório. A estrutura forma a camada interna dos vasos sanguíneos do olho e forma uma barreira que controla a passagem de fluidos.

A técnica serve especificamente para células endoteliais retinianas. Quando a barreira formada por elas se degrada, o paciente pode apresentar doenças que levam à perda de visão, como a retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira associadas ao diabetes.

O método foi aplicado em camundongos. Nos animais com doenças na retina, as células desenvolvidas em laboratório integraram-se aos tecidos danificados e restauraram parte de sua função.

Um dos obstáculos para o desenvolvimento da pesquisa era a escassez de material. Os cientistas precisavam de células retinianas extraídas diretamente de pacientes, procedimento caro e trabalhoso.

Por esse motivo, os pesquisadores usaram células-tronco pluripotentes induzidas, ou iPSCs, obtidas comercialmente. Essas células são capazes de se transformar em quase todas as células do corpo humano.

Usando as iPSCs, os pesquisadores obtiveram as células endoteliais retinianas. Eles submeteram as células-tronco a condições semelhantes às da retinopatia diabética, permitindo a criação de modelos de tecido humano em laboratório.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.