Fiocruz alerta para alta de casos respiratórios graves em todo o Brasil
Alta de internações foi impulsionada por casos de rinovírus entre crianças e adolescentes

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) devem aumentar a médio e longo prazos, segundo boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nessa quinta-feira (26). A alta é motivada pelo aumento de hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
De acordo com dados do boletim, todos os estados e o Distrito Federal apresentam sinal de crescimento no número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Na maioria das unidades da Federação, o rinovírus tem impulsionado o aumento dos casos de síndrome respiratória grave, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
O Distrito Federal e 22 estados brasileiros estão em alerta de risco para síndrome respiratória aguda grave, sendo eles:
- Rio de Janeiro
- Acre
- Amazonas
- Pará
- Amapá
- Rondônia
- Roraima
- Tocantins
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Goiás
- Distrito Federal
- Maranhão
- Ceará
- Rio Grande do Norte
- Paraíba
- Piauí
- Sergipe
- Alagoas
- Bahia
- Minas Gerais
- Espírito Santo
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 45% de rinovírus, 27,8% de influenza A, 14,6% de vírus sincicial respiratório, 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19) e 1,4% de influenza B. Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 35,9% de influenza A, 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19), 27,2% de rinovírus, 5,8% de vírus sincicial respiratório e 2,9% de influenza B.
Brasil inicia campanha de vacinação contra influenza neste sábado (28)
A campanha nacional de vacinação contra influenza começa no sábado (28) nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A iniciativa prioriza crianças, gestantes e idosos de 60 anos ou mais.
Até o momento, o ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses do imunizante. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.
A vacinação contra influenza é realizada anualmente. A aplicação pode ocorrer de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da covid-19.
A vacina é recomendada para crianças com idade entre seis meses e cinco anos, 11 meses e 29 dias, idosos com 60 anos ou mais, e gestantes. Outros grupos também participam da campanha de forma estratégica.
As crianças de seis meses a oito anos devem se vacinar conforme o histórico. Aquelas que já foram vacinadas antes recebem uma dose. As não vacinadas recebem duas, com intervalo mínimo de quatro semanas.
A população indígena a partir de seis meses de idade deve seguir as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades de até oito anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



