Brasil completa 10 anos sem casos de raiva humana transmitidos por cães
Vacinação de cães e gatos, a partir dos três meses de vida, contra a raiva ainda é necessária

Em 2026, o Brasil completou dez anos sem novos registros de casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Apesar disso, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2016 e 2026, o país registrou 37 casos de raiva humana, todos associados a variantes silvestres. Ao todo, 22 ocorrências foram relacionadas a morcegos.
Também houve registros de casos envolvendo primatas (7), felinos infectados por variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado por variante de morcego (1) e bovino infectado por variante de morcego (1).
A vacinação de cães e gatos é uma das principais medidas para evitar a circulação do vírus e reduzir o risco de transmissão da doença para humanos. Os animais devem ser vacinados a partir dos três meses de vida, inclusive fêmeas gestantes.
Tratamento contra a raiva no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, gratuitamente, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



