Ataque de hackers russos paralisa transfusões de sangue em hospitais de Londres
O National Health Service (NHS), após o ataque, realizou um apelo para que pessoas com sangue tipo “O” fossem aos centros de doação

Um ataque cibernético realizado na última semana levou ao cancelamento de cirurgias, exames e transfusões de sangue nos principais hospitais de Londres, no Reino Unido. Autoridades acreditam que o grupo de hackers russos Qilin esteja por trás do ataque, do tipo ransomware.
Ataque grave
Ciaran Martin, ex-CEO do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), sustenta que hackers russos são os responsáveis pelo ataque. Martin, em entrevista à BBC, afirmou que o grupo estava “atrás de dinheiro”, ao atacar a Synnovis.
"Há dois tipos de ataque de ransomware. Um deles é quando roubam um monte de dados e tentam extorquir você a pagar para que não sejam divulgados, mas este caso é diferente. É o tipo mais grave de ransomware, em que o sistema simplesmente não funciona", explicou o especialista.
Apelo
Com a situação, o NHS Blood and Transplant, órgão público responsável pelas doações de sangue, está realizando um apelo para que doadores do tipo sanguíneo “O” vão aos centros de doação. O intuito é aumentar os estoques, uma vez que esse tipo sanguíneo é considerado seguro para todos os pacientes.
Em cirurgias e outros procedimentos que exigem transfusão de sangue, os hospitais estão utilizando o tipo sanguíneo “O”, o que aumentou a demanda. Além disso, o sangue tem um prazo de validade de 35 dias e os estoques precisam ser reabastecidos continuamente, explicou o NHS.
Por meio de um porta-voz, a Synnovis afirmou que “lamenta muito a inconveniência que isso está causando aos pacientes, usuários do serviço e qualquer outra pessoa afetada”. "Estamos fazendo o nosso melhor para minimizar o impacto, e vamos continuar em contato com os serviços locais do NHS para manter as pessoas atualizadas com os desdobramentos”, complementou a empresa.
* Sob supervisão de Enzo Menezes
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



