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Asco 2024: pesquisadores brasileiros mostram avanços no tratamento de diversos tipos de câncer

Casos de câncer podem aumentar em até 77% até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS); Oncoclínicas&Co vai integrar apresentação no maior congresso de oncologia do mundo

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Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas&Co
Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas&Co • Foto: Pedro Gravatá

Mais de 100 doenças em diversas partes do corpo são nomeadas como câncer, cujos casos podem aumentar em até 77% até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No maior congresso de oncologia do mundo, ASCO (Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica), pesquisadores brasileiros vão integrar parte do grupo de mais de 50 mil especialistas para falar sobre avanços nos tratamentos da doença. O evento será entre os dias 31 de maio e 4 de junho, em Chicago, nos Estados Unidos.

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"A pesquisa clínica e a educação são instrumentos essenciais para tornar a saúde acessível a todos, independentemente dos limites territoriais. A Oncoclínicas vem avançando a passos largos para, de fato, contribuir nessa equação. Nesta edição da ASCO, contaremos com uma delegação de mais de 100 especialistas, que compartilharão conhecimento com a comunidade oncológica mundial na busca pelas melhores alternativas de cuidado para vencer o câncer", afirma Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas&Co.

Além do destaque no número de participantes, o grupo contará com um stand na área de expositores do evento, um espaço dedicado a compartilhar avanços científicos e promover a interação direta com principais tomadores de decisão e influenciadores do setor.

Estudos apresentados no congresso

Segundo Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co e presidente do Instituto com mesmo nome, o grupo vai apresentar estudos com avanços em pesquisas científicas em diversas áreas da oncologia, com destaque para os cânceres de mama, pulmão e melanoma. Os estudos têm participação brasileira.

"A edição 2024 do congresso abrange diversos temas e discute questões que vão além do técnico, como melhorias em atendimento, protocolos e também em acesso, equidade e sustentabilidade do setor de saúde. Vamos não só ter uma visão geral da Oncologia, mas participação ativa. Nossos especialistas se destacam em várias seções", ressalta Ferreira.

Uma das apresentações do grupo será sobre um estudo que testou a eficácia de um programa de avaliação geriátrica via telessaúde, integrada a intervenções psicossociais, para pessoas a partir de 65 anos com doença metastática, quando o câncer se espalha por outras partes do corpo.

"Nesse estudo, demonstramos que este programa melhora a função física do paciente, reduz sintomas depressivos, melhora a qualidade de vida, e auxilia no enfrentamento do diagnóstico, tratamento e prognóstico”, explica Cristiane Bergerot, líder nacional de especialidade equipe multidisciplinar da Oncoclínicas.

A mucosite, um dos efeitos colaterais do câncer, também será destaque da apresentação. Recentemente as influenciadoras Fabiana Justus e Isabel Veloso foram acometidas pela inflamação, após transplante de medula óssea.

O estudo liderado pela estomatologista Renata Ferrari, em parceria com o oncologista William William e a psicóloga Cristiane Bergerot, apontou que o uso da laserterapia reduz significativamente o risco de mucosite em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em radioterapia ou quimioterapia e radioterapia combinados.

Câncer de mama

O câncer de mama é hoje o segundo de neoplasia mais comum entre a população mundial. Em 2022, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,3 milhões de mulheres receberam o diagnóstico da doença. No mesmo ano, 670 mil pacientes morreram em decorrência da condição.No Brasil, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados mais de 73 mil novos casos em 2024.

Apesar das melhorias significativas no diagnóstico e tratamento, ainda há grandes desigualdades e muitas pacientes são 'sistematicamente deixadas para trás, esquecidas'. Diante deste cenário, a Oncoclínicas leva para a ASCO uma série de estudos que contribuem para o entendimento dos fatores que elevam os riscos de surgimento de câncer de mama, entre os quais se destaca uma avaliação baseada em dados de pacientes brasileiras.

Liderada pelo oncologista Leandro Jonata, a análise traz um recorte inédito da realidade no país, traçando a partir de uma investigação ampla as variantes genéticas hereditárias que podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários, bem como a prevalência e o impacto clínico dessas mutações germinativas nessa parcela população.

Além destes, três outros estudos voltados a novas alternativas e protocolos de tratamento para câncer de mama liderados pela empresa de espanhola MedSir - que desde 2022 conta com uma aliança estratégica com a Oncoclínicas&Co para impulsionar pesquisas clínicas em toda a América Latina e liderar investigações globais em oncologia - foram selecionados pela ASCO para publicação no formato de e-pôsteres.

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