Belo Horizonte
Itatiaia

Após morte de empresário, Anvisa proíbe venda e uso de produtos à base de fenol

“A medida cautelar tem o objetivo de zelar pela saúde e integridade física da população brasileira”, afirma a Agência em seu comunicado oficial.

Por
Anvisa proíbe venda e uso de fenol • Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (25), uma resolução em que proíbe a venda e o uso de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos.

A decisão foi tomada após o uso da substância ser debatido neste mês, após a morte de um paciente que realizou um peeling de fenol em uma clínica de estética na zona sul de São Paulo.

Posicionamento dos médicos

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu nota técnica em que alerta sobre o peeling de fenol. “É um procedimento estético que demanda cautela, considerando sua natureza invasiva e agressiva”, afirma a nota.

Caso em São Paulo

O empresário Henrique Chagas, de 27 anos, morreu no início de junho após realizar um procedimento de peeling de fenol em uma clínica na capital paulista. Conforme a prefeitura de São Paulo, o local onde o jovem fez o procedimento, Studio Natalia Becker, estava interditado e foi autuado pela Vigilância Sanitária municipal por exercer procedimentos em desacordo com a legislação vigente.

Chagas, que é de Pirassununga, no interior de São Paulo, procurou a clínica porque estava incomodado com as marcas de espinha que ele tinha no rosto. Há um mês, ele foi até a capital do estado na clínica de Natalia Fabiana de Freitas Antonio, que utiliza o nome Natália Becker, e pagou à vista R$ 4.300 pelo peeling de fenol.

Por

Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.