A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação do Leqembi, novo remédio para uso em pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de dezembro, mas foi divulgada nessa quarta-feira (7).
Segundo o Ministério da Saúde, a doença afeta mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil, com 100 mil novos casos no ano, e é a principal causa de demência neurodegenerativa do mundo, responsável por 70% dos casos. A condição afeta principalmente pessoas acima de 65 anos.
O medicamento é produzido com o anticorpo “lecanemabe” e é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam leve demência que é causada pela doença. Segundo o registro da agência, o uso reduz as placas beta-amiloides no cérebro, que é uma das características que define a doença de Alzheimer.
“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa durante estudo realizado com 1.795 pessoas que apresentavam as placas beta-amiloides no cérebro e receberam o Leqembi, que é administrado por infusão, ou algum tipo de placebo.
Conforme apresentado no estudo, em um subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB, uma avaliação clínica do nível de demência, do que aqueles que receberam placebo.
(Sob supervisão de Alex Araújo)