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Anvisa aprova Wegovy em comprimido, primeira versão oral da caneta emagrecedora no Brasil

Medicamento à base de semaglutida poderá ser administrado diariamente; aprovação amplia as opções para o tratamento da obesidade, mas exige prescrição e acompanhamento médico.

Por, Brasília
Sede da Anvisa em Brasília
Sede da Anvisa em Brasília • Divulgação/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4), a versão em comprimidos do Wegovy, medicamento produzido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e utilizado no tratamento da obesidade. A decisão representa a chegada ao mercado brasileiro da primeira versão oral de um medicamento da classe dos agonistas do GLP-1 voltado ao emagrecimento.

A nova apresentação contém semaglutida, o mesmo princípio ativo da versão injetável do Wegovy e do Ozempic. A diferença está na forma de administração: em vez de uma aplicação semanal, o comprimido deverá ser tomado diariamente.

A indicação é para adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou pessoas com sobrepeso, com IMC entre 27 e 30, que apresentem pelo menos uma condição associada ao excesso de peso, como hipertensão, diabetes tipo 2 ou problemas cardiovasculares.

O tratamento deverá começar com doses menores, de 1,5 miligrama, passando gradualmente por 4 e 9 miligramas, até chegar à dose de manutenção de 25 miligramas por dia. A administração deve ocorrer em jejum, com pequena quantidade de água. É necessário aguardar pelo menos 30 minutos antes de comer, beber ou tomar outros medicamentos.

A aprovação foi baseada principalmente no estudo clínico OASIS 4, que acompanhou pacientes durante 64 semanas. Os resultados apontaram perda média de aproximadamente 13% do peso corporal entre os participantes que receberam a semaglutida oral. Entre aqueles que seguiram integralmente o tratamento, a redução chegou a 16,6%. 

A semaglutida imita a ação do hormônio GLP-1, que atua na regulação do apetite e aumenta a sensação de saciedade. Entre os efeitos adversos mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia e outros desconfortos gastrointestinais.

A Anvisa ressalta que o medicamento deve ser utilizado conforme as orientações da bula, associado a uma alimentação com redução de calorias e à prática de atividade física.

A aprovação não significa que o produto já esteja imediatamente disponível nas farmácias. Ainda não há confirmação de data de lançamento comercial nem de preço no Brasil.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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