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Wegovy: saiba mais sobre medicamento para auxiliar no tratamento da obesidade

Apesar do Wegovy ser vendido nas farmácias, o remédio precisa de indicação médica e deve ser usado somente por pessoas obesas, com sobrepeso ou com doenças crônicas

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Perda de peso acelerada pode favorecer formação de cálculos biliares e exigir cirurgia • Banco de imagens / Freepik

A primeira injeção semanal para tratamento de obesidade aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Wegovy, chegou ao Brasil. Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade, no mundo.

No Brasil, dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2023, feita pelo Ministério da Saúde, mostram que uma em cada quatro pessoas no Brasil, sofrem com obesidade. O levantamento ainda aponta que 24,3% dos adultos brasileiros são obesos.

Apesar do Wegovy ser vendido nas farmácias, o remédio precisa de indicação médica e deve ser usado somente por pessoas obesas, com sobrepeso ou com doenças crônicas. Se utilizado sem o acompanhamento médico, o medicamento pode resultar em náuseas, diarreias e risco de aparecimento de pedras na vesícula.

O Wegovy é semelhante ao já conhecido Ozempic . Os dois medicamentos são canetas injetáveis semanalmente. As diferenças estão na dosagem e a finalidade oficial na bula. “Tanto o Wegovy quanto o Ozempic, eles contêm a mesma substância ativa que é a semaglutida então, basicamente a formulação é a mesma. O que difere entre eles é a quantidade de medicamento em cada apresentação, porque para o tratamento do diabetes nós precisamos de doses menores da semaglutida. Já o Wegovy, ele vai vir com apresentações de doses maiores porque é para o tratamento da obesidade. Pode ser necessário o uso de doses maiores do que para o tratamento do diabetes. Então, a única diferença entre o Wegovy e o Ozempic é a quantidade de medicamento em cada aplicação. Mas é a mesma substância, com os mesmos benefícios, os mesmos efeitos colaterais, os mesmos riscos”, detalha a médica Flávia Coimbra, professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.