Meningite bacteriana: entenda doença que já causou mortes em MG neste ano
Meningite pode levar à morte e deixar sequelas; vacina é a principal forma de prevenção

A cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registrou uma morte por meningite bacteriana nessa segunda-feira (4). A capital mineira já registrou três óbitos pela doença em 2026.
O médico epidemiologista do Hermes Pardini, José Geraldo Leite Ribeiro, falou sobre a meningite em participação no programa Acir Antão desta quarta-feira (6).
"É uma doença que sempre preocupa pelo potencial de gravidade; ela pode levar à morte ou deixar sequelas. Muitos agentes causam a meningite, como vírus, fungos e bactérias. As bacterianas são as mais graves, especialmente o bacilo da tuberculose, o pneumococo e o meningococo. O meningococo preocupa muito os profissionais de saúde pela sua capacidade de causar surtos", diz o profissional.
Ele diferencia a doença viral da bacteriana. “As meningites virais geralmente não levam à morte nem deixam sequelas, salvo raras exceções, como alguns tipos de herpes. Geralmente, as meningites graves são as causadas por bactérias”.
A transmissão também varia conforme o patógeno. "Depende do agente. O meningococo, que mais nos preocupa, é transmitido por contato íntimo. Geralmente, um adulto ou adolescente é portador (o agente fica na garganta), não adoece, mas transmite para a criança dentro de casa", explica.
O epidemiologista lista as vacinas disponíveis. "No SUS, temos a BCG, Meningo C, Meningo ACWY e a pneumocócica para crianças. Se a família tiver condições, é ideal complementar com a vacina para a meningite B para uma proteção mais ampla. É fundamental seguir o calendário e não atrasar as doses".
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



