Dia Mundial da Asma: saiba sintomas, tratamento e grupo de risco da doença
Cerca de 363 milhões de pessoas têm asma no mundo, segundo a OMS

O Dia Mundial da Asma acontece nesta terça-feira (5) e serve para conscientizar sobre a doença inflamatória crônica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 363 milhões de pessoas têm asma no mundo. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, são aproximadamente 20 milhões de asmáticos.
A médica pneumologista Michele Andreata explica que a doença atinge as vias aéreas, causando uma resposta exagerada dos brônquios a diferentes estímulos. “Essa inflamação leva ao estreitamento das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar e causando sintomas que podem variar em intensidade e frequência. É uma condição que não tem cura, mas tem controle”, afirma.
Os principais sintomas são falta de ar, chiado no peito, tosse (especialmente nas primeiras horas da manhã) e sensação de dor ou aperto no peito. "Esses sinais podem surgir de forma intermitente e, em muitos casos, são desencadeados por fatores como mudanças de temperatura, exposição a poeira, ácaros, mofo, poluição, fumaça, infecções respiratórias e até mesmo esforço físico ou estresse emocional", destaca a pneumologista.
As causas são diversas, e fatores genéticos podem contribuir. "Pessoas com histórico familiar de doenças alérgicas, como rinite e dermatite atópica, têm maior risco de desenvolver asma. Além disso, a exposição frequente a alérgenos e irritantes respiratórios ao longo da vida pode contribuir para o aparecimento ou agravamento da doença".
O grupo de risco inclui crianças com predisposição genética para asma e idosos que já tiveram outras doenças respiratórias, além de pessoas expostas a poluentes ou agentes irritantes no ambiente de trabalho. “Nessas populações, o diagnóstico precoce e o manejo adequado são ainda mais importantes para prevenir complicações. É fundamental desmistificar a ideia de que a asma é uma condição limitante”, reforça a médica.
O tratamento é feito principalmente por meio do uso de medicamentos inalatórios. "Os corticoides inalados são a base do tratamento de manutenção, enquanto os broncodilatadores são utilizados para alívio rápido das crises".
A profissional destaca que não é possível prevenir a asma, mas é possível reduzir o risco de crises e melhorar o controle da doença. “Evitar exposição a gatilhos conhecidos, manter os ambientes limpos e ventilados, controlar a umidade para prevenir mofo, não fumar e evitar ambientes com fumaça,manter a vacinação em dia, especialmente contra doenças respiratórias, além de evitar ganho exagerado de peso, que pode contribuir para a piora dos sintomas respiratórios”, recomenda a dra. Michele Andreata.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



