Anvisa aprova novo uso de medicamento para doença renal autoimune
A aprovação amplia o tratamento de adultos com nefropatia membranosa primária, doença autoimune rara que compromete a filtragem do sangue, provoca perda de proteínas pela urina e pode evoluir para doença renal crônica e insuficiência renal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Gazyva, à base de obinutuzumabe, para o tratamento de pacientes adultos com nefropatia membranosa primária.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União. A nova indicação amplia o uso de um medicamento que já era autorizado para outras condições.
A nefropatia membranosa primária é uma doença autoimune rara que afeta os rins. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca estruturas responsáveis pela filtragem do sangue. Como consequência, há perda excessiva de proteínas pela urina, quadro conhecido como proteinúria, e pode surgir a síndrome nefrótica.
Sem controle adequado, a doença pode provocar danos progressivos aos rins e aumentar o risco de doença renal crônica e insuficiência renal.
O Gazyva é um anticorpo monoclonal que atua sobre os linfócitos B, células envolvidas na resposta do sistema imunológico. A redução dessas células diminui a atividade autoimune associada à doença.
Segundo a Anvisa, a obtenção da remissão da nefropatia, principalmente quando completa, é importante para preservar a função renal e melhorar o prognóstico dos pacientes no longo prazo.
A nova indicação foi enquadrada nos critérios de priorização previstos pela regulamentação da agência para medicamentos destinados a condições consideradas relevantes.
Na mesma resolução, a Anvisa aprovou uma nova indicação para o Repatha, à base de evolocumabe.
O medicamento, que já era utilizado para reduzir o colesterol LDL, poderá ser usado também por adultos com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou com alto risco de desenvolver a condição.
O objetivo é reduzir o risco cardiovascular por meio da diminuição dos níveis do chamado colesterol ruim.
A decisão foi baseada em um estudo multicêntrico que acompanhou mais de 12 mil pacientes de alto risco em 33 países.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



