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Anvisa faz alerta sobre melatonina em filme sublingual que promete melhorar o sono

Anvisa diz que produtos com melatonina não passaram por avaliação da agência e não há evidências de efeitos diretos na regulação do sono

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Homem tentando dormir quando o despertador toca.
Magnific

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta nesta quinta-feira (5) sobre melatonina em fita ou filme sublingual. Os produtos, que são anunciados nas redes sociais, nunca passaram por avaliação de segurança, qualidade e eficácia feita pelo órgão.

A melatonina é um hormônio natural, produzido pelo corpo, associado ao sono. Quando anoitece, o organismo aumenta sua produção e avisa que é hora de desacelerar.

“Nas redes sociais, ganharam espaço as versões em fita ou filme e sublingual vendidas como solução rápida para a insônia. Mas cuidado: essa promessa NÃO tem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ou seja, não houve avaliação de segurança e eficácia para verificar como funcionam estas formas de uso, sua quantidade de absorção e efeito no organismo”, alerta a Anvisa.

De acordo com a agência, a melatonina é autorizada para uso em suplementos alimentares. Porém, o seu uso é restrito a adultos a partir de 19 anos e com limite de 0,21 mg por dia.

Além disso, os rótulos dos produtos com melatonina devem conter alertas de que o suplemento não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas que exercem atividades que exigem atenção constante, como dirigir ou operar máquinas.

“E tem um detalhe importante: NÃO há evidência de que a quantidade autorizada produza efeitos diretos na regulação do sono. Para fazer este tipo de alegação, é preciso que a empresa fabricante do produto à base de melatonina comprove à Anvisa, por meio de estudos científicos que, ao consumir esta quantidade da substância, são observados efeitos benéficos”, completa a Anvisa.

A agência faz uma série de recomendações a respeito do produto:

  • Desconfie de produtos que prometem “acabar com a insônia” ou “dormir em minutos”;
  • Confira se o rótulo informa “suplemento alimentar” e respeita o limite de 0,21 mg por dia ;
  • Evite produtos importados ou vendidos sem procedência, que costumam ter doses muito acima do permitido no Brasil;
  • Se o sono vai mal há bastante tempo, procure um profissional de saúde. Insônia persistente pode ter várias causas, e cada uma delas exige abordagens diferentes.
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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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