Acidúria Glutárica: entenda doença rara que pode ser detectada com Teste do Pezinho ampliado
Especialista explica sintomas da doença que impede organismo de digerir proteínas; Distúrbio genético acomete o pequeno Théo, filho da repórter Larissa Carvalho

Várias doenças raras que tem tratamento poderiam ser detectadas mais rápido com a ampliação do teste do pezinho pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um exemplo é a doença acidúria glutárica tipo I, que acomete o filho da jornalista Larissa Carvalho, da TV Globo. A emissora vai exibir o documentário ‘Uma Gota de Esperança’, que conta a história de Théo, em homenagem ao dia das mães.
O que é a Acidúria Glutárica tipo I?
'A Acidúria Glutárica tipo I (AG1) é distúrbio hereditário do metabolismo de aminoácidos, mais especificamente, a lisina e o triptofano', explica o geneticista Rodrigo Arantes do Hospital das Clínicas da UFMG.
Sintomas
Os sintomas, em sua maioria, surgem após o nascimento. 'Entre eles, estão o atraso do desenvolvimento e os distúrbios do movimento que são bastantes limitantes', afirma o médico.
O Théo, de 8 anos, não anda e não fala. Desde o diagnóstico ele iniciou o tratamento e cada melhora é uma conquista, segundo Larissa Carvalho.
Diagnóstico
Assim como diversas doenças raras, a AG1 deveria ser detectada logo após o nascimento, pelo teste do pezinho. 'Nesse cenário, os pacientes poderiam viver sem sintomas ou com redução importante do percentual de sequela neurológica', explica o especialista sobre o cenário ideal. 'Quando o diagnóstico é tardio, a criança já apresenta sintomas, por meio do perfil de acilcarnitinas no sangue e da análise do gene próprio da AG1 (GCDH)', acrescenta Arantes.
Tratamento
O tratamento da AG1 é nutricional e deve ser iniciado prontamente logo após a confirmação do diagnóstico.
'Na alimentação, os pacientes têm a ingestão limitada e controlada de proteína. Também é utilizada fórmula alimentar própria para a condição', explica Arantes.
'Se o tratamento é realizado de forma precoce e a família adere ao tratamento, mais de 90% das crianças podem não apresentar distúrbios do movimento', ressalta o geneticista do HC da UFMG.
* Sob supervisão de Enzo Menezes
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



