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Tabagismo passivo: cigarro mata 168 mil crianças no mundo por ano

Fumantes privam suas famílias de renda, aumentam o custo dos cuidados de saúde e impedem o desenvolvimento econômico

O tabagismo passivo é apontado como causa da morte de 168.840 mil crianças no mundo por ano. O dado alarmante é citado em um estudo que defende o aumento dos impostos sobre o cigarro. Além de matar inocentes, o estudo aponta que os fumantes privam suas famílias de renda, aumentam o custo dos cuidados de saúde e impedem o desenvolvimento econômico. A perda econômica para o Brasil, em 2022, foi de R$ 153,5 bilhões ou 1,55% do PIB.

Esses são alguns dados que constam no estudo Carga da doença e econômica atribuível ao tabagismo no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos. O trabalho foi desenvolvido ao longo de dois anos sob a coordenação da Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro sobre o Controle do Uso do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq), exercida pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O estudo defende maior tributação dos produtos do tabaco – e os debates em torno da Reforma Tributária seriam uma oportunidade para isso. O documento propõe ainda responsabilização da indústria do tabaco em conformidade com as políticas e práticas jurídicas brasileiras para tratar da compensação das perdas oriundas da venda dos seus produtos.

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Dois dos autores do estudo, Ariel Bardach e Agustín Casarini, ambos do Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria (IECS), de Buenos Aires, Argentina, defendem aumento de 50% no preço do produto e a consequente redução do consumo: o custo direto que seria poupado com assistência à saúde é estimado em R$ 64 bilhões; além disso, quase 114 mil casos de doenças cardíacas, 97 mil de Acidente Vascular Cerebral e 270 mil de doenças pulmonares seriam evitados.

“A gente está no meio de uma discussão de Reforma Tributária. Os impostos sobre os produtos do tabaco têm que aumentar para que o preço final aumente 50%”, disse a representante da Opas no Brasil, Socorro Gross.


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