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Procedimento terapêutico ajuda na gordura localizada

Técnica com microinjeções ganhou espaço na estética, porém exige critério, produto regularizado e expectativa realista

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Tratamentos estéticos
Intradermoterapia ajuda na gordura localizada, mas não faz milagre • Ia

O tratamento ficou popular, mas a promessa fácil pede cautela

A intradermoterapia, também chamada de mesoterapia, virou um dos procedimentos estéticos mais buscados por quem quer reduzir gordura localizada sem cirurgia. A técnica consiste em aplicar pequenas quantidades de substâncias na pele ou no tecido subcutâneo, com o objetivo de atuar em áreas específicas como abdômen, culote, braços, papada e flancos.

Por ser menos invasiva do que uma lipoaspiração, o método ganhou fama de solução prática. Mas é importante separar o que é possível do que virou marketing exagerado. A intradermoterapia pode ajudar no contorno corporal em casos selecionados, mas não “derrete gordura” de forma milagrosa nem substitui alimentação, treino ou acompanhamento médico.

Intradermoterapia ajuda na gordura localizada, mas não faz milagre • Ia
Intradermoterapia ajuda na gordura localizada, mas não faz milagre • Ia

Como a técnica funciona na prática

O procedimento usa microagulhas para introduzir ativos diretamente na área tratada. Dependendo do caso, o profissional pode associar substâncias com ação lipolítica, vasodilatadora ou anti-inflamatória. A proposta é agir localmente, com menor efeito sistêmico.

Em algumas situações, especialmente na papada, compostos como o ácido desoxicólico têm respaldo para reduzir gordura localizada. Mas a resposta depende da área tratada, da quantidade de gordura, da qualidade da pele e da indicação correta. Resultados consistentes costumam exigir mais de uma sessão, e a melhora tende a ser gradual, não imediata.

Além da gordura localizada, a técnica também é usada em protocolos para celulite, flacidez leve e até queda de cabelo. Ainda assim, a literatura científica mostra que os estudos disponíveis variam em qualidade, e nem todas as aplicações têm comprovação robusta.

Segurança depende mais da execução do que da promessa

O maior erro de quem procura intradermoterapia é achar que se trata de um procedimento simples e sem risco. Apesar de minimamente invasiva, a técnica envolve agulhas, substâncias injetáveis e risco de reação adversa.

Entre os efeitos mais comuns estão hematomas, inchaço e sensibilidade local. Em casos mal conduzidos, podem ocorrer infecções, nódulos, inflamações persistentes, alergias e alterações no contorno corporal. Há relatos de complicações importantes quando produtos inadequados ou não regularizados são usados.

A Anvisa reforça que produtos estéticos injetáveis precisam ter registro específico e não podem ser tratados como cosméticos comuns. O órgão também vem endurecendo a fiscalização sobre substâncias manipuladas de forma irregular para uso injetável.

O que realmente faz diferença no resultado

A intradermoterapia pode ser uma aliada em casos bem indicados, principalmente para pequenas áreas e ajustes de contorno. O que ela não faz é resolver sozinha um estilo de vida desequilibrado.

O melhor resultado aparece quando o procedimento entra como complemento: junto de alimentação adequada, treino, hidratação e sono em dia. Mais do que prometer transformação rápida, o caminho seguro é buscar avaliação séria, entender limites da técnica e fugir de soluções que parecem boas demais para ser verdade.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.