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Bicicleta elétrica ajuda a emagrecer? O que a ciência responde

Motor reduz parte do esforço, mas pesquisas mostram que pedalar continua queimando calorias e pode incentivar uma rotina mais ativa.

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Bike elétrica emagrece?
Bicicleta elétrica ajuda a emagrecer? O que a ciência responde • Ia

Quem nunca pensou que a bicicleta elétrica fosse uma espécie de "atalho" para fugir do exercício provavelmente conhece alguém que já fez essa pergunta. Afinal, se existe um motor ajudando a pedalar, ainda faz sentido falar em atividade física? A resposta surpreende porque desmonta uma das maiores dúvidas sobre esse tipo de transporte: mesmo com assistência elétrica, o corpo continua trabalhando e isso pode fazer diferença para quem busca uma vida mais ativa e até o controle do peso.

O crescimento das bicicletas elétricas mudou a paisagem de muitas cidades e também despertou o interesse de pessoas que jamais cogitaram usar uma bicicleta para ir ao trabalho, estudar ou fazer pequenas viagens. O motivo é simples. Subidas deixam de assustar, percursos longos se tornam possíveis e o esforço passa a ser ajustado conforme a necessidade de cada ciclista. O resultado é que muita gente começou a pedalar com frequência justamente porque encontrou uma forma mais confortável de incorporar o exercício ao cotidiano.

Pedalar com motor continua sendo exercício?

Sim, desde que a bicicleta utilize assistência ao pedal, modelo predominante no mercado. Nesse sistema, o motor não substitui o ciclista. Ele apenas reduz parte da força necessária para movimentar a bicicleta. As pernas continuam em ação durante praticamente todo o percurso, ativando músculos, aumentando a frequência cardíaca e elevando o gasto energético.

Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos mostram que usuários de bicicletas elétricas costumam praticar atividade física em intensidade leve ou moderada. Embora o gasto calórico seja inferior ao de uma bicicleta convencional no mesmo trajeto, ele permanece suficiente para contribuir com a saúde cardiovascular quando o hábito é mantido regularmente.

Existe ainda um comportamento que chamou a atenção dos pesquisadores. Pessoas que antes evitavam pedalar passaram a utilizar a bicicleta elétrica vários dias por semana. Em vez de reservar o exercício apenas para o fim de semana, elas começaram a substituir deslocamentos feitos de carro por trajetos pedalando. No fim do mês, o tempo acumulado em movimento costuma ser muito maior do que o imaginado.

O que realmente influencia o emagrecimento

Nenhum equipamento provoca perda de peso sozinho. O emagrecimento depende do equilíbrio entre alimentação, gasto calórico, sono, rotina e constância. Nesse conjunto, a bicicleta elétrica pode funcionar como um incentivo importante porque facilita a adesão ao exercício.

Quem estava sedentário costuma encontrar menos barreiras para começar. Pessoas mais velhas, indivíduos com menor condicionamento físico ou quem mora em cidades com muitas ladeiras conseguem percorrer distâncias maiores sem transformar cada pedalada em um desafio exaustivo. Essa continuidade vale mais do que um esforço intenso realizado apenas de vez em quando.

Também é possível controlar o nível de assistência oferecido pelo motor. Em muitos modelos, o ciclista escolhe quanto deseja receber de ajuda. Quanto menor esse apoio, maior será a participação do corpo durante o percurso.

Talvez a maior vantagem da bicicleta elétrica não esteja em queimar mais calorias do que uma bicicleta convencional. Ela está em convencer pessoas que nunca pedalavam a colocar o corpo em movimento. Quando isso acontece todos os dias, o benefício deixa de ser apenas a economia de combustível ou a praticidade no trânsito. Passa a ser um investimento constante na saúde.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.