Quando o álbum da Copa chega às bancas, começa oficialmente uma corrida silenciosa. Não é apenas sobre completar páginas. É sobre encontrar aquela figurinha que ninguém tem, trocar no momento certo e evitar gastar além do necessário.
Com o passar das edições, o álbum deixou de ser só brincadeira de infância e virou objeto de mercado.
O colecionador moderno não depende só da sorte
Quem coleciona hoje sabe que abrir pacotinho é apenas parte do jogo. O método mudou.
Há quem compre caixas fechadas, há quem organize listas digitais, há quem participe de grupos específicos por bairro. Em Belo Horizonte, a prática se repete a cada Copa: encontros espontâneos surgem em praças e shoppings, e grupos
A lógica é simples. Quanto mais você troca, menos gasta.
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A obsessão pelas raras
Toda edição tem suas figurinhas mais difíceis. Seja por tiragem menor, erro de impressão ou simplesmente azar estatístico, sempre há aquelas que parecem nunca aparecer.
Em edições anteriores, algumas figurinhas se tornaram praticamente lendas urbanas. Não porque fossem oficialmente “raras”, mas porque demoravam mais a circular.
Isso cria um pequeno mercado paralelo. Pessoas vendem repetidas online, anunciam em redes sociais e, em alguns casos, tentam inflacionar o preço das últimas peças.
O valor histórico dos álbuns antigos
Um álbum completo de Copa antiga pode valer muito mais do que seu preço original.
Coleções de 1970, 1982 ou 1994, dependendo do estado de conservação, já foram revendidas por valores consideráveis no mercado de colecionismo.
Não é apenas nostalgia. É registro histórico.
Jogadores, escudos, uniformes, patrocínios. Cada página vira documento
Belo Horizonte e a cultura da troca
Em BH, a cultura da figurinha é forte.
Em Copas anteriores, pontos tradicionais da cidade receberam grupos organizados para troca.
O que diferencia a capital mineira é o caráter comunitário. Não é raro ver famílias inteiras participando.
Quanto realmente custa completar um álbum
Sem trocas, o custo pode subir bastante.
A matemática é simples: quanto maior o álbum, maior a chance de repetidas.
Por isso, quem entende do assunto aposta em três pilares:
compra estratégica
troca constante
evitar pagar caro por figurinha isolada
Completar o álbum sem trocar é possível. Mas raramente é econômico.
Por que o álbum nunca perde força
Mesmo na era digital, o álbum da Copa continua sendo físico.
Colar figurinha ainda tem algo ritualístico.
Ele cria pausa, conversa, encontro.
Talvez seja isso que explica por que, a cada quatro anos, a febre volta. Não importa se o futebol mudou, se a tecnologia avançou ou se os estádios ficaram mais modernos.
O álbum continua sendo uma das formas mais simples e eficazes de transformar um evento global em memória pessoal.
E em 2026, com a Copa ampliada e três países como sede, a tendência é que essa corrida pelas raras seja ainda maior.